MÁRIO DE ANDRADE: trovador / domador da cidade

Autores

  • Aleilton Fonseca

DOI:

https://doi.org/10.13102/lm.v1i1.1728

Resumo

Para Mário de Andrade, São Paulo é o espasmo, a comoção, um clima de contrários, como lugar em que se põem em marcha os processos de modernização em choque com as tradições. Dessa forma, como inspiração do processo modernizador, do qual os poemas são a concretização em linguagem, a cidade é erigida a símbolo da renovação literária. Do nome da cidade deriva o título Paulicéia, primeiro livro de poesia modernista, abarcando substantiva e adjetivamente o seu nome e seu desvario modernizante. São Paulo é tomado como cidade-inspiração, como imagens que se refletem no jogo de espelhos da representação poética. Ao assumir a feição de metrópole,
torna-se o chão histórico da nossa modernidade, oferecendo as condições para o desenvolvimento do modernismo nascente, em confronto aberto com os remanescentes passadistas. Como locus da modernidade, inclusive na vida literária, a cidade se converte em inspiração do poeta, assim como o é da própria renovação literária que abriga e patrocina.

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Referências

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Publicado

2017-05-11

Como Citar

Fonseca, A. (2017). MÁRIO DE ANDRADE: trovador / domador da cidade. evista Légua eia, 1(1), 237–251. https://doi.org/10.13102/lm.v1i1.1728

Edição

Seção

Artigos