A condessa da maldade: formação da personagem feminina no romance brasileiro do século XIX

Autores

  • Adeítalo Manoel Pinho UEFS

DOI:

https://doi.org/10.13102/lm.v6i1.2128

Palavras-chave:

A condessa Vésper, Romance, Personagem feminina, Literatura brasileira

Resumo

De forma alguma é incomum a literatura conceber modelos femininos negativos como oportunidade didática. Em A condessa Vésper (1882), o então escritor polêmico Aluísio Azevedo (1857-1913) constrói uma protagonista-demônio. Ao feitio dos futuros vilões dos romances de João Ubaldo Ribeiro, em Ambrosina estão todos os atributos da maldade: ambiciosa, mentirosa, falsa, adúltera, ladra, prostituta, sedutora, homossexual. Ela é hiperbolicamente negativa. Chamá-la de dissimulada seria uma ironia, e não uma adjetivação. A questão não é estudar o caráter da maldade da protagonista do folhetim Memórias de um condenado (primeiro título), mas perceber, nessa construção quase carnavalesca, as intenções de recepção do romancista. Ele satisfaz uma classe leitora cuidadosamente estudada e tenta, pelas entrelinhas da narrativa, escrever uma obra emancipatória, no dizer de Hans Robert Jauss. O jornal é o espaço onde se dará o conflito que, para acerto do teórico da recepção, atrai a história da literatura para ler as obras seguindo códigos sociais à risca.

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Publicado

2017-10-08

Como Citar

Pinho, A. M. (2017). A condessa da maldade: formação da personagem feminina no romance brasileiro do século XIX. Revista Légua E Meia, 6(1), 165–172. https://doi.org/10.13102/lm.v6i1.2128

Edição

Seção

Artigos