Apontamentos para uma cartografia da correspondência ativa de Monteiro Lobato
DOI:
https://doi.org/10.13102/lm.v10i1.4444Palavras-chave:
Correspondência. Monteiro Lobato. Roteiro.Resumo
A correspondência ativa de um missivista, como se sabe, é aquela escrita por ele e enviada a um destinatário. Desse modo, a não ser que seu autor tenha mantido consigo, em seu próprio arquivo, cópias das cartas enviadas (o que não costuma ser muito comum), o acervo de correspondência é, por esse motivo, naturalmente disperso. O primeiro trabalho de um pesquisador, nesse sentido, está em mapear, de modo mais minucioso possível, em que acervos, públicos ou privados, encontram-se esses exemplares. O caso da correspondência do escritor taubateano Monteiro Lobato (1882-1948) não é diferente: tendo se correspondido com as mais diversas pessoas ao longo de sua vida, desde personalidades do meio literário e político de seu tempo (chegou, ainda muito jovem e desconhecido, até mesmo a escrever a Euclides da Cunha, elogiando-lhe um discurso) até leitores de suas obras, além de amigos e familiares, suas cartas espalham-se pelos mais diversos arquivos do Brasil e do exterior, além de, muitas vezes, serem cobiçados objetos postos à venda a colecionadores em páginas de antiquários e alfarrabistas. O objetivo deste artigo, desse modo, é apresentar os resultados de um esforço de mapeamento da correspondência ativa lobatiana, com a finalidade de auxiliar o trabalho de futuros pesquisadores de suas cartas e refletir sobre a importância da reprodução e divulgação de documentos pela Internet.
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