“A GENTE ESTAVA NO BRASIL SE ESTIVESSE EM MARTE”

FRONTEIRAS E LIMITES EM FLUSSER E TRÍAS

Autores

  • Gabriela Reinaldo UFC

DOI:

https://doi.org/10.13102/ideac.v1i50.11103

Resumo

Em sua filosofia do limite, Eugenio Trías, discutindo o ser do limite, aborda temas como o espaço e a vertigem do ponto de vista estético e político. Espaço e vertigem são temas recorrentes também para Vilém Flusser, sendo ele mesmo esse ser que habita e desafia limites – entre línguas e pátrias, mas também limites epistemológicos que nos brindaram com outros modos de pensar a comunicação, as mídias e as imagens. Ainda que pertencentes a tradições filosóficas muito distintas – Trías parte de uma ontologia metafísica, enquanto Vilém Flusser vê no jogo e na poesia modos de explorar a realidade –, há pontos que se interseccionam em suas argumentações. Por tratar de temas que, pelas suas características, transbordam, este artigo se aproxima do ensaio, gênero que tende à desautorização de todos os métodos, como defende Adorno, e que é adotado por Trías e Flusser como modo de escrita e de elaboração do pensamento.

Palavras-chaves: Limite 1. Fronteira 2. Espaço 3. Ensaio. 4. Vertigem 5.

 

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Publicado

2024-12-04