O PROBLEMA DA OBJETIVAÇÃO PARA MICHEL FOUCAULT

UMA ANÁLISE ARQUEOGENEALÓGICA DO EXAME E DA CONFISSÃO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.13102/ideac.v1i51.11281

Resumo

Este trabalho pretende argumentar pela centralidade do problema acerca das formas de objetivação dos saberes no pensamento de Michel Foucault. Como primeiro passo, identificaremos os dois primeiros obstáculos ao nosso empreendimento: os posicionamentos que, positivamente, caracterizam Michel Foucault como o filósofo da subjetividade, e aqueles que, negativamente, desconhecem qualquer contribuição sua para o campo das formas de objetivação dos saberes. Após isto, faremos uma análise das noções de enunciado e de formação discursiva para indicar que, já na arqueologia, Foucault toma a objetivação discursiva como sua grande preocupação teórica. Em seguida, passamos à análise dos procedimentos em jogo no exame, mecanismo próprio ao poder disciplinar, e, em seguida, às práticas de confissão. Esta análise objetiva, no redirecionamento de uma analítica dos saberes a uma analítica da subjetividade, reforçar o argumento de que não somente a preocupação com a objetividade persiste nas distintas fases do pensamento de Foucault como, ainda, que o filósofo constrói uma chave de leitura objetiva para a análise do que sempre despontou como domínio mais refratário à objetivação, a saber, o âmbito dos processos de subjetivação.   

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Biografia do Autor

Pablo Severiano Benevides, Universidade Federal do Ceará

Possui Pós-Doutorado em Filosofia da Educação pela Universitat de Barcelona, Doutorado em Filosofia e Sociologia da Educação (UFC/UERJ), Mestrado em Filosofia (UFC) e Graduação em Psicologia. Foi, por onze anos, Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFC (2013-2024) e, também por onze anos, Professor Efetivo do Curso de Psicologia da UFC - Campus Sobral (2018-2019) Atualmente, é Professor Adjunto do Departamento de Fundamentos da Educação da UFC em Fortaleza e coordenador do diferenSa - grupo foucaultiano. 

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Publicado

2025-06-16