FREUD E A TEORIA DA ELABORAÇÃO DOS SONHOS: INVESTIGAÇÕES À LUZ DA FILOSOFIA DE MARTIN HEIDEGGER E DE PAUL RICOEUR

Autores

  • Fernanda de Jesus Almeida Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Caroline Vasconcelos Ribeiro

DOI:

https://doi.org/10.13102/ideac.v0i0.3012

Resumo

Com esse artigo almejamos estabelecer uma discussão acerca da cientificidade da psicanálise de Freud, tendo como horizonte de questionamentos a maneira como Freud teoriza sobre a interpretação dos sonhos. Pleiteamos investigar se o pensamento freudiano se afina com as ciências naturais, como advoga o filósofo Martin Heidegger, ou se, devido ao fato de preconizar a decifração de sentidos
dos conteúdos oníricos, se afasta do naturalismo, como afirma Paul Ricoeur. Na obra “Seminários de Zollikon”, Heidegger assegura que a psicanálise freudiana se encaixa no rol das ciências da natureza e que o conceito de inconsciente está a favor da explicabilidade do psiquismo, do estabelecimento de leis e causas que regem o seu funcionamento. Nessa perspectiva, a concepção de sonho como um produto da ação do inconsciente afinar-se-ia com a pretensão de explicabilidade causal, típica das ciências da natureza. Já Paul Ricoeur, na obra “Da interpretação: um ensaio sobre Freud”, defende que não se pode entender que decifração dos sentidos dos sonhos consista em um procedimento puramente naturalista. Sendo assim, para Ricoeur, com a teoria acerca da formação dos sonhos, Freud amenizou a influência naturalista que marcou o início de suas pesquisas. Pretendemos, com esse artigo, analisar se, ao interpretar os sonhos, Freud estaria fazendo o exercício de compreensão dos fenômenos, típico das Ciências do Espírito, ou se, como atesta Heidegger, estaria em busca de um tipo de explicabilidade afinado com a Ciência da Natureza.

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Biografia do Autor

Fernanda de Jesus Almeida, Universidade Estadual de Feira de Santana

Graduanda em Psicologia pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Bahia)

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Publicado

2018-03-05

Edição

Seção

Dossiê