A formação médica na Atenção Primária à Saúde no Brasil: diálogos para a qualificação, organização e ampliação do acesso à saúde

Autores

  • Augusto Roberto Vidreira Batista Secretaria Municipal de Saúde de Salvador / Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Bárbara Matos Romão Secretaria Municipal de Saúde de Salvador
  • Matheus Souza de Oliveira Secretaria Municipal de Saúde de Salvador

DOI:

https://doi.org/10.13102/rscdauefs.v15i4.12435

Palavras-chave:

Medicina de família e comunidade, Internato e Residência Médica, Educação em saúde, Atenção primária em saúde

Resumo

O ensaio traz a reflexão sobre a formação médica no Brasil a partir da Atenção Primária à Saúde (APS), trazendo os desafios históricos e as mudanças recentes necessárias para aproximar o ensino das demandas reais do Sistema Único de Saúde (SUS). O texto retrata a experiência vivida no doutorado e das trocas com uma turma multiprofissional, reforçando que pensar a formação médica vai muito além de um percurso linear: envolve entender o Estado, o território, as pessoas e as disputas que moldam o direito à saúde. Inspirado em Os Sertões, o estudo organiza-se em três camadas que se entrelaçam: “A Terra”, que expõe as desigualdades na distribuição de médicos e a urgência de políticas de interiorização; “O Homem”, que coloca as necessidades humanas e a justiça social no centro do cuidado; e “A Luta”, que evidencia os embates históricos e institucionais para consolidar a APS como base do SUS. Apesar de avanços como a Lei dos Mais Médicos e as Diretrizes Curriculares de 2014, o modelo biomédico hospitalocêntrico ainda predomina, afastando a formação das realidades territoriais. A Medicina de Família e Comunidade (MFC) surge como especialidade estratégica, mas o descompasso entre o número de especialistas e as mais de 50 mil equipes de Saúde da Família revela um desafio urgente. Investir em currículos orientados pela APS e fortalecer os Programas de

Residência em MFC é mais que uma decisão pedagógica: é uma escolha política para construir um SUS público, equitativo, capaz de garantir cuidado integral e universal a população brasileira.

 

PALAVRAS-CHAVE: Medicina de família e comunidade. Internato e Residência. Educação em saúde. Atenção primária em saúde.

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Biografia do Autor

Augusto Roberto Vidreira Batista, Secretaria Municipal de Saúde de Salvador / Universidade Estadual de Feira de Santana

Médico de família e comunidade, especialista em preceptoria, mestre em Saúde da Família (UFSB) e doutorando em Saúde Coletiva (UEFS). Atua como Diretor da Atenção Primária à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador, docente do Programa de Residência em MFC da SMS Salvador, da EBMSP e da UNIFACS.

Bárbara Matos Romão, Secretaria Municipal de Saúde de Salvador

Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, Diretoria de Atenção Primária à Saúde, Salvador, Bahia, Brasil

Matheus Souza de Oliveira, Secretaria Municipal de Saúde de Salvador

Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, Diretoria de Atenção Primária à Saúde, Salvador, Bahia, Brasil

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Publicado

2025-12-27

Como Citar

Vidreira Batista, A. R., Matos Romão, B., & Souza de Oliveira, M. (2025). A formação médica na Atenção Primária à Saúde no Brasil: diálogos para a qualificação, organização e ampliação do acesso à saúde. Revista De Saúde Coletiva Da UEFS, 15(4), e12435. https://doi.org/10.13102/rscdauefs.v15i4.12435

Edição

Seção

Ensaio
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