Doenças crônicas prevalentes na população negra: comparativo de dados do Brasil, Bahia e Feira de Santana, entre 2010 e 2022
Chronic diseases prevalent in the black population: a comparison of data from Brazil, Bahia, and Feira de Santana, between 2010 and 2022
DOI :
https://doi.org/10.13102/rscdauefs.v15i3.12209Mots-clés :
População negra, Doenças crônicas não transmissíveis, Perfil raça/corRésumé
Introdução: A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra foi criada no ano de 2006 e traz a Anemia Falciforme, o Diabetes Mellitus tipo II e a Hipertensão Arterial Sistêmica como destaques na epidemiologia do povo negro brasileiro. Objetivo: Comparar o perfil epidemiológico dessas doenças no panorama federal (Brasil), estadual (Bahia) e municipal (Feira de Santana), no quesito raça/cor, buscando a convergência dos dados. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva-comparativa de natureza qualitativa e documental, com buscas nas plataformas digitais, com artigos a partir de 2010 até 2022. Resultados: Há uma convergência nos dados trazidos pelas três esferas analisadas, ao mostrarem que a população preta e parda são as mais acometidas por essas doenças. Ao se considerar a ordem Brasil-Bahia-Feira de Santana, tem-se: (1) A Anemia Falciforme com distribuição dos atendimentos em 32,5%-21%-93%; (2) Diabetes Mellitus tipo II com distribuição de 47,6%-75%-78%; e (3) Hipertensão Arterial Sistêmica mostra 81%-85%-87,5%. Conclusão: É notória a maior suscetibilidade natural das doenças pela população preta e parda nas três esferas analisadas. A forma com a qual se deu a colonização brasileira justifica maior prevalência dessas doenças crônicas no estado da Bahia.
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