ANÁLISE ESPACIAL DA INCIDÊNCIA DA DENGUE EM UM MUNICÍPIO DE MÉDIO PORTE DO ESTADO DE SÃO PAULO DE 2008 A 2015

Auteurs

  • Elaine Regina Defavari Enfermeira, Secretaria da Atenção Básica do Município de Piracicaba, São Paulo, Brasil.
  • Emílio Prado da Fonseca Doutorando do PPG em Odontologia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade de Campinas, Piracicaba, São Paulo, Brasil.
  • Renato Pereira da Silva Professor Adjunto no Departamento de Nutrição e Saúde da Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, Minas Gerais, Brasil.
  • Rafael da Silveira Moreira Pesquisador em Saúde Pública do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães – Fundação Oswaldo Cruz (Recife-PE) e Docente do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Recife, Pernambuco, Brasil.
  • Antonio Carlos Pereira Professor Doutor Titular da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade de Campinas, Piracicaba, São Paulo, Brasil.
  • Marília Jesus Batista Professora Adjunta da Faculdade de Medicina de Jundiaí, Jundiaí, São Paulo, Brasil

DOI :

https://doi.org/10.13102/rscdauefs.v0i0.2560

Mots-clés :

dengue, saúde pública, análise espacial, epidemiologia

Résumé

Objetivo: Avaliar a incidência e distribuição espacial da dengue em um município do Estado de São Paulo. Metodologia: Estudo ecológico cujas unidades de análise foram os bairros em Piracicaba-SP, com uso de dados notificados da dengue à Vigilância Epidemiológica do município, no período de 2008 a 2015. Foram analisados coeficientes de incidências anuais. Para avaliar a condição socioeconômica dos bairros foi utilizado o índice de exclusão social (IEX). Análise espacial, testes de dependência espacial global e local foram realizados no Terraview (p<0,05). Resultados: Notificaram-se 11.397 casos no período, sendo que o maior coeficiente de incidência foi em 2015. Em 2008, a incidência de dengue foi 14,77/100 mil habitantes indo para 949,80/100 mil habitantes em 2015. No período de 2011 a 2013, os Índices Globais de Morran foram 0,28, 0,40 e 0,14 respectivamente (p<0,05). Não houve associação com o IEX. Conclusão: Houve um aumento expressivo da doença dengue nas regiões analisadas, se espalhando no município como um todo. Estratégias para o controle da doença devem ser populacionais.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Métriques

Chargements des métriques ...

Références

Stanaway JD, Shepard DS, Undurraga EA, Halasa YA, Coffeng LE, Brady OJ et al. The global burden of dengue: an analysis from the Global Burden of Disease Study 2013 Lancet Infect Dis 2016; 10 (6): 712-723. doi: 10.1016/ S1473-3099(16)00026-8.

WHO. DengueNet. Disponível em: <http://www.who.int/csr/disease/dengue/denguenet/en/>. [2015 Abr 24].

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Informe Epidemiológico: Monitoramento dos casos de dengue e febre chikungunya Semanas 1 a 34 de 2015. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.

Mondini A, Chiaravalloti Neto F, Gallo Y Sanches M, Lopes JCC. Análise espacial da transmissão de dengue em cidade de porte médio do interior paulista. Rev. Saúde Pública 2005; 39(3): 444-51.

Brasil. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Controle da Dengue. Brasília, 2002. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pncd_2002.pdf.>

São Paulo (Estado). Plano de Contingência para dengue no Estado de São Paulo – 2015/2016. Disponível em:<http://www.saude.sp.gov.br/resources/ccd/materiais-decomunicacao/dengue 2015/edicao_rev.pdf>. [2016 Mar 08].

Secretaria Municipal de Piracicaba. Plano municipal de saúde 2014-2017. Disponível em: <http://www.saude.piracicaba.sp.gov.br/fileupload///planomunicipaldesaude2014- 2017.pdf.> [2016 Mar 08].

Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba: IPPLAP: Loteamentos por bairro e região urbana 2010. Disponível em: <http://www.ipplap.com.br/docs/Loteamentos%20por%20Bairro%20e%20Regiao%20Urbana%20-%202010.pdf>. [2016 Mar 08].

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: IBGE. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br>. [ 2016 Mar 08].

Datasus. Informações de saúde: demográficas e socioeconômicas. Disponível em: <http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php? area=0206>.[2016 Mar 08].

Carvalho MS, Câmara G, Cruz OG, Correa V. Análise de dados de área. In: Druck, S. Carvalho MS Câmara G, Monteiro AVM, editors. Análise Espacial de Dados Geográficos. Brasília: EMBRAPA; 2004.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Informe Epidemiológico da Dengue, Semanas de 1 a 52 de 2009. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.

Ocampo NM, Gatti AV, Neto JT. Observações da ficha SINAN sobre casos de dengue em Jundiaí. Perspectivas Médicas 2015; 26(3): 12-17.

Jácomo CA, Tachibana VM, Imai NN, Flores EF. Aplicação de técnicas de estatística espacial na caracterização dos casos de dengue no município de Presidente Prudente – SP no período de 1999 a 2007. III Simpósio Brasileiro de Ciências Geodésicas e Tecnologias da Geoinformação, Recife - PE, 2010; 2-9.

Ocazionez RE, Cortes FM, Villar LA, Gomez SY. Temporal distribution of dengue virus serotypes in Colombian endemic area and dengue incidence. Re-introduction of dengue-3 associated to mild febrile illness and primary infection. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 2006; 101: 725–731.

Gonçalves Neto VS, Rebêlo JMM. Aspectos epidemiológicos da dengue no município de São Luís, Maranhão, Brasil, 1997-2002. Cad. Saúde Pública 2004; 20: 1424-31.

Guo RN, Lin JY, Li LH, Ke CW, He JF, Zhong HJ et al. The prevalence and endemic nature of dengue infections in Guangdong, South China: an epidemiological, serological, and etiological study from 2005-2011. Plos one 2014; 9 (1): 855-96.

Flauzino RF, Santos RS, Oliveira RM. Dengue, geoprocessamento e indicadores socioeconômicos e ambientais: um estudo de revisão. Rev. Panam. Salud Públ. 2009; 25 (5): 456-461.

Araújo JR, Ferreira EF, Abreu MHNG: Systematic review of spatial analysis studies on dengue in Brazil. Rev. Bras. Epidemiol. 2008; 11(4): 696-708.

Chiaravalloti Neto F, Baglini V, Cesarino MB, Favaro EA, Mondini A, Ferreira AC, et al. O Programa de Controle do Dengue em São José do Rio Preto, São Paulo, Brasil: dificuldades para atuação dos agentes e adesão da população. Cad. Saúde Pública 2007, 23(7): 1656-1664.

Téléchargements

Publiée

2017-12-21

Comment citer

Defavari, E. R., Fonseca, E. P. da, da Silva, R. P., Moreira, R. da S., Pereira, A. C., & Batista, M. J. (2017). ANÁLISE ESPACIAL DA INCIDÊNCIA DA DENGUE EM UM MUNICÍPIO DE MÉDIO PORTE DO ESTADO DE SÃO PAULO DE 2008 A 2015. Revista De Saúde Coletiva Da UEFS, 7(3). https://doi.org/10.13102/rscdauefs.v0i0.2560

Numéro

Rubrique

Artigos
Share |