Prevalência da mucosite oral em pacientes portadores de câncer de cabeça e pescoço atendidos na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) – Feira de Santana, BA, no período de 2015

Authors

  • Vinicius Silva Basto de Jesus

DOI:

https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3126

Abstract

O estágio em que é detectado o tumor maligno tem implicações diretamente proporcionais nos seus prognóstico e tratamento, cujas modalidades mais comumente empregadas são a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia, com ou sem associação entre elas. A oncoterapia, por sua vez, provoca numerosos efeitos colaterais, dos quais vários se manifestam na cavidade oral 1;2. A radioterapia (RT) em região de cabeça e pescoço é grande promotora dessas complicações, tanto durante quanto após o tratamento, sobretudo na mucosa oral e nas glândulas salivares, resultando em mucosite oral (MO) e xerostomia, mais agravadas quando a RT é associada à quimioterapia (QT) 3;4.
A MO é uma reação inflamatória aguda, caracterizada por eritema e edema na mucosa oral, que podem resultar em ulcerações. Sua ocorrência varia de 90 a 97% nos pacientes com câncer de cabeça e pescoço tratados com RT 5;6. É observada clinicamente após a 2º ou 3ª semana do início do tratamento. O processo inflamatório inicial predispõe a mucosa a invasões bacterianas oportunistas, que conforme a intensidade podem evoluir para a formação de úlcera 7;8. Fatores relacionados à modalidade terapêutica, ao tipo de radiação, ao uso e tipo de fármaco, provocam efeitos sobre os tecidos normais, e quando associados ao uso do tabaco, consumo de álcool, à presença de comorbidades crônico-degenerativas, a idade e a condição de higiene e saúde bucal do paciente, podem potencializar essas manifestações em nível de mucosa oral

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Published

2018-03-23