PRODUÇÃO DE BIOMASSA EM CLONES DE PALMA FORRAGEIRA SOB REGIME DE SEQUEIRO E IRRIGADO NO SEMIÁRIDO BAIANO.

Auteurs

  • Cássio Gyovanne de Aquino Amorim

DOI :

https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3032

Résumé

A palma forrageira é nativa do México (Opuntia fícus-indica (L.) Mill) (Reyes-Aguero et al., 2005) e foi introduzida no Brasil por volta de 1880, no estado de Pernambuco, através de sementes importadas do Texas - Estados Unidos, apresentando boa adaptação no semiárido brasileiro (Silva e Carvalho, 2006). A espécie pertence à ordem Opuntiales e família das cactáceas. Nessa família, existem 178 gêneros com cerca de 2.000 espécies conhecidas. Ademais, em função dos gêneros Opuntia, espécie Opuntia ficus–indica Mill e Nopalea, espécie Nopalea cochenillifera Salm – Dyck serem as mais utilizadas como forrageiras, em regiões de baixo índice pluviométrico, em especial o semiárido nordestino, compreendem as palmas de maior importância (Silva e Carvalho, 2006; Santos et al., 2006). De composição química variável de acordo com a espécie, idade, época do ano e tratos culturais, a palma é um alimento energético, rico em carboidratos não-fibrosos e alto teor de cinzas. Entretanto, apresenta baixos teores de proteína bruta, em média 5%, e fibra em detergente neutro (Ferreira, 2005). Do ponto de vista nutricional, a palma forrageira contêm alto teor de umidade (cerca de 85%), alta digestibilidade in vitro (cerca de 75%) e alto conteúdo de vitamina A. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2014), a região nordeste do Brasil possui um rebanho efetivo de bovinos, ovinos e caprinos que representam, respectivamente, 13,8%, 57% e 91,6% do rebanho nacional. E, levando em consideração que 70% do nordeste brasileiro abrange o clima semiárido, onde as médias de precipitação pluviométrica variam de 300 a 800 mm anuais, com maior volume de chuvas na estação úmida, que dura cerca de três a quatro meses, gerando déficit hídrico durante o restante do ano (Araújo Filho et. al., 1985), faz-se necessário o estabelecimento de estratégias de cultivo para atender a demanda crescente dos criadores em épocas de extrema estiagem. Dessa maneira, a utilização do sistema de irrigação por gotejamento, no plantio de palma forrageira, poderá ser utilizado como alternativa para manter uma alta produção de biomassa durante todo o ano, e em especial nos períodos de estiagem, havendo assim a disponibilidade de forragem para os rebanhos dessas regiões

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Publiée

2018-03-23

Numéro

Rubrique

Ciências Biológicas