SARTRE E A QUESTÃO DA MEMÓRIA: ENTRE A RECORDAÇÃO E A ESCOLHA

Auteurs

  • Marcelo Vinicius Miranda Barros Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)

DOI :

https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3305

Résumé

Não é possível considerar que as lembranças surjam de uma instância psicanalítica, como o pré-consciente ou inconsciente (considerando aqui a primeira tópica de Freud, por exemplo), porque todo ser da consciência é consciência de ser, afirma Sartre, suprimindo também a primazia da concepção psicológica de consciência para uma consciência ontológica: o Para-si. Sartre desenvolve suas obras “A imaginação” e “O imaginário” para explicar a possibilidade de termos lembranças sem essa instância psicanalítica ou psicológica. Portanto, quando pensamos em memória não podemos pensar em recordações “dentro” de uma espécie de gaveta (SARTRE, 2012). Em Sartre, o passado do Para-si não pode ser apenas memória.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Biographie de l'auteur

Marcelo Vinicius Miranda Barros, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)

Estudante...

Références

SARTRE, J-P. A Imaginação. Edição 6, Porto Alegre: L&PM, 2008.

SARTRE, J-P. O Imaginário. Volume 46, São Paulo: Ática, 1996.

SARTRE, J-P. O Ser e O Nada: Ensaio De Ontologia Fenomenológica. Edição 21, Petrópolis: Editora Vozes, 2012.

Téléchargements

Publiée

2018-04-02

Numéro

Rubrique

Ciências Sociais, Humanas e Filosofia