SARTRE E A QUESTÃO DA MEMÓRIA: ENTRE A RECORDAÇÃO E A ESCOLHA
DOI :
https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3305Résumé
Não é possível considerar que as lembranças surjam de uma instância psicanalítica, como o pré-consciente ou inconsciente (considerando aqui a primeira tópica de Freud, por exemplo), porque todo ser da consciência é consciência de ser, afirma Sartre, suprimindo também a primazia da concepção psicológica de consciência para uma consciência ontológica: o Para-si. Sartre desenvolve suas obras “A imaginação” e “O imaginário” para explicar a possibilidade de termos lembranças sem essa instância psicanalítica ou psicológica. Portanto, quando pensamos em memória não podemos pensar em recordações “dentro” de uma espécie de gaveta (SARTRE, 2012). Em Sartre, o passado do Para-si não pode ser apenas memória.Téléchargements
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Références
SARTRE, J-P. A Imaginação. Edição 6, Porto Alegre: L&PM, 2008.
SARTRE, J-P. O Imaginário. Volume 46, São Paulo: Ática, 1996.
SARTRE, J-P. O Ser e O Nada: Ensaio De Ontologia Fenomenológica. Edição 21, Petrópolis: Editora Vozes, 2012.
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Publiée
2018-04-02
Numéro
Rubrique
Ciências Sociais, Humanas e Filosofia