DESENVOLVIMENTO INICIAL DE PHYSALIS ANGULATA OSMOCONDICIONADA SUBMETIDA AO ESTRESSE SALINO
DOI :
https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3076Résumé
Com aproximadamente 120 espécies distribuídas principalmente nas Américas Central e do Sul, o gênero Physalis é caracterizado por produzir compostos com atividades biológicas. P. angulata, também conhecida como Camapú, é bastante utilizada na medicina popular por possuir atividade antibacteriana, anti-fúgica e leishimanicida, já comprovada (LEE et al., 2009).
As sementes de Physalis apresentam alto poder germinativo. Entretanto a germinação pode ser afetada pela alta salinidade dos solos, causando reduções no potencial osmótico do solo dificultando assim a embebição das sementes, bem como devido ao acúmulo de determinados íons no protoplasma da semente (MUNNS, 2005).
Em sementes envelhecidas e deterioradas as membranas celulares de sementes são mais sensíveis aos danos de embebição e estresses abióticos, pois estas já estão enfraquecidas, perdem sua integridade e tornam-se mais suscetíveis à rápida entrada de água. Para que a regulação da entrada de água na semente aconteça, o uso de substâncias químicas osmoticamente ativas tem sido amplamente utilizado como forma de controle da entrada de água e tem se mostrado uma importante “ferramenta” para a produção de certas culturas. (SANTOS, 2008). O condicionamento osmótico é um tratamento que apresenta respostas positivas no revigoramento de sementes de P. angulata, proporcionando incremento na germinação de sementes, bem como a tolerância à salinidade, contribuído para a manutenção de uma alta taxa de germinação em concentrações salinas elevadas (SOUZA et al., 2016).
Nesse contexto, os estudos fisiológicos em sementes de Physalis angulata, poderam ampliar o entendimento de como esta espécie de responde a tais condições. Assim, o presente trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos da salinidade na germinação e na formação de plântulas de Physalis angulata sob efeito do osmocondicionamento.