DISTÚRBIO PSÍQUICO MENOR EM MÉDICOS INTENSIVISTAS BRASILEIROS.

Auteurs

  • Aira Benevides Fagundes

DOI :

https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3117

Résumé

Entende-se por Unidade de Terapia Intensiva (UTI), uma unidade hospitalar voltada para pacientes que necessitam de cuidados intensivos com a participação de uma equipe especializada e multiprofissional. Diversos estudos apontam que a UTI é o ambiente mais estressante do hospital (AMIB, 2004, NASCIMENTO SOBRINHO, CL, et al., 2010). O trabalho diário do profissional de saúde na UTI exige conhecimento técnico qualificado, habilidades, atenção, raciocínio rápido e controle emocional para lidar com as adversidades que surgem a cada instante, além de atualização científica contínua, frente ao desenvolvimento que a  specialidade vem apresentando ao longo dos últimos anos. É preciso ainda ter muita tranqüilidade e preparo psicológico para o apoio aos familiares em momentos de angústia e frustração, que depositam nesses profissionais.
O sofrimento psíquico da equipe hospitalar pode ser identificado pelas jornadas
prolongadas e pelo ritmo acelerado de trabalho, a quase inexistência de pausas para descanso ao longo do dia, a intensa responsabilidade por cada tarefa a ser executada, com a pressão de ter “uma vida nas mãos” (BARROS, ET AL., 2008).
Dessa forma, estamos diante, portanto, de uma situação paradoxal, onde a última
esperança para a preservação da vida do “ser humano” é depositada em profissionais desgastados, do ponto de vista físico e mental para o exercício profissional, onde o fracasso é irreparável. Distúrbio Psíquico Menor (DPM) é uma expressão criada por Goldberg & Huxley (1993) para designar sintomas tais como insônia, fadiga, irritabilidade, esquecimento, dificuldade de concentração e queixas somáticas, que demonstram ruptura do funcionamento normal do indivíduo, mas não configuram categoria nosológica da 10ª Classificação Internacional de Doenças (CID10), bem como dos Manuais de Diagnóstico e Estatística
(DSM) da Associação Psiquiátrica Americana (COUTINHO ET AL., 1999). Entretanto, os distúrbios psíquicos menores constituem problema de saúde pública e apresentam impactos econômicos relevantes em função das demandas geradas aos serviços de saúde e do absenteísmo no trabalho (COUTINHO ET AL., 1999).
No Brasil, vários autores têm revelado alta prevalência desses distúrbios em diversos grupos de trabalhadores (ARAÚJO ET AL., 2003; COSTA ET AL., 2002; COSTA E LUDERMIR, 2005; LIMA, 2004; LUDERMIR, 2000) o que pode comprometer as atividades prestadas pelos mesmos, especialmente aquelas relacionadas à saúde, podendo gerar conseqüências negativas tanto no plano individual como no coletivo. Dessa forma a identificação precoce de DPM, pode orientar intervenções individuais e coletivas (LIMA, 1999; OMS, 2002).
Objetivo Geral: estimar a prevalência de Distúrbio Psíquicos Menor em médicos
trabalhadores de UTI cadastrados a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) que participaram do Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva (CBMI). Objetivos Específicos: Descrever o perfil sociodemográfico desses trabalhadores. Descrever hábitos de vida relacionados à saúde (uso de bebida alcoólica, tabaco, realização de exames preventivos, prática de atividade física) desses  trabalhadores.

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Publiée

2018-03-23