PROJETO, DESENVOLVIMENTO E EVOLUÇÃO DE UMA REDE SOCIAL DE SUPORTE À APRENDIZAGEM CLÍNICA

Auteurs

  • Douglas Cerqueira

DOI :

https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3277

Résumé

Durante seus cursos de graduação na área de saúde, a fim de aplicar e consolidar seus conhecimentos, os alunos recebem aulas e capacitações práticas sob a supervisão de professores. O período em que os alunos passam em disciplinas que possuem atividades práticas é chamado de prática clínica. Durante esse período, o aluno desenvolve sua capacidade de análise e reflexão, bem como uma formação específica em determinada área.
Apesar do crescimento do uso de tecnologias computacionais na área de educação e saúde, é comum que este uso se restrinja à disponibilização de informação e conteúdo. Em ambientes não educacionais, as tecnologias se limitam a fomentar a relação entre médicos e médico-paciente. De maneira geral, os ambientes computacionais virtuais não buscam a construção de conteúdo colaborativo, entre médicos ou entre alunos e professores.
A deficiência na comunicação entre os participantes é principal fator que limita o processo do ensino e da aprendizagem clínica em cursos da área de saúde (CHAVES; GROSSEMAN, 2007). O conhecimento prático adquirido no contato com os pacientes muitas vezes fica restrito aos estudantes e/ou profissionais que tiveram o contato com estes pacientes, dificultando o compartilhamento do conhecimento.
Para facilitar a comunicação diversos modelos colaborativos foram propostos, e vários deles compartilham de certa semelhança, para eles um groupware deve fornecer comunicação, coordenação e cooperação. O modelo que abrange esses três artefatos denomina-se Modelo 3C de Colaboração (PIMENTEL et al., 2006).
Para ajudar nas dificuldades de discussão de casos clínicos, propomos uma ferramenta colaborativa para a discussão de casos clínicos em cursos de saúde. Sob supervisão e auxílio de professores, a ferramenta permite que alunos discutam casos reais e compartilhem o conhecimento adquirido no diagnóstico de enfermidades e em seu tratamento.
Neste trabalho, nós evoluímos e avaliamos a ferramenta previamente desenvolvida no ano anterior de iniciação científica. A evolução da ferramenta foi feita após um processo de validação junto a professores e alunos. Através da observação de uso e relatos destes alunos e professores, notamos que algumas alterações seriam necessárias na ferramenta para que pudéssemos utilizá-la plenamente e avaliá-la cientificamente.
O processo de avaliação passou por três etapas, uma primeira se deu por uma avaliação cooperativa para validação da ferramenta, uma avaliação dos estudantes e professores antes do uso da ferramenta, e uma avaliação posterior ao uso da ferramenta. As avaliações foram encorajadoras mostrando um aumento na aprendizagem e deixando claro o que pode ser alcançado com trabalho em grupo.

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Publiée

2018-03-26

Numéro

Rubrique

Ciências Exatas e da Terra