MODIFICAÇÃO DA SUPERFÍCIE DO RESÍDUO DE CASCA DE LARANJA PARA ADSORÇÃO DE CORANTES
DOI :
https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3280Résumé
Diversas indústrias usam corantes na fabricação de seus produtos, principalmente as indústrias têxteis, curtumes, indústrias de papel, de alimentos, entre outras. Os corantes sintéticos são amplamente utilizados, por causa de suas vantagens em relação aos corantes naturais (Kharat, 2015). A produção anual de corantes sintéticos chega a 700000 toneladas/ano e cerca de 10 a 15% dos corantes utilizados pelas indústrias chegam aos efluentes (Kyzas, 2013). A remoção de corantes de forma economicamente viável permanece um problema importante. Os processos de adsorção, pela sua não especificidade, são os mais apropriados para purificação de efluentes, uma vez que são capazes de remover vários tipos de substâncias, em níveis que vão do mais concentrado até o traço. Como o custo deste processo é alto para tratamento de efluentes, a busca por materiais alternativos tem interessado os cientistas nos últimos anos.
O resíduo da laranja pode causar muitos problemas econômicos e ambientais devido principalmente à sua elevada fermentação, pois contém cerca de 86% (b.u) de água (Tripodo, 2004). O bagaço pode ser utilizado como aditivo na alimentação de ruminantes na forma de ensilagem ou ração peletizada, diminuindo assim o consumo de grãos para os animais e, consequentemente, os custos de alimentação. Segundo Ítavo et al. (2000), o valor nutricional do bagaço de laranja é semelhante ao dos demais grãos utilizados na alimentação dos animais, além de apresentar elevada digestibilidade, atribuída sobretudo ao seu alto teor de carboidratos solúveis e pectina; além do uso como ração animal, a indústria tem grande interesse em desenvolver novas aplicações para o bagaço da laranja, destacando-se a utilização deste material como adsorvente no tratamento de efluentes (FIORENTIN, 2015).