PURIFICAÇÃO DE EFLUENTES CONTAMINADOS PELO CORANTE AZUL DE METILENO, UTILIZANDO A COROA DO ABACAXI COM SUPERFÍCIE MODIFICADA
DOI :
https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3327Résumé
A contaminação química da água a partir de uma ampla gama de poluentes orgânicos e inorgânicos, tais como metais tóxicos, ânions, corantes, entre outros, desencadeou a necessidade de desenvolver tecnologias no intuito de remover esses poluentes encontrados em resíduos líquidos e gasosos.(NASCIMENTO, et al., 2014).
A adsorção tornou-se então um dos métodos mais populares para este fim, ganhando importância como um processo de separação e purificação nas últimas décadas. A adsorção tem sido objeto de interesse dos cientistas desde o início do século, apresentando importância tecnológica, biológica, além de aplicações práticas na indústria e na proteção ambiental, tornando-se uma ferramenta útil em vários setores (GURGEL,2007). A adsorção é um dos processos mais eficientes de tratamento de águas e águas residuárias, sendo empregada nas indústrias a fim de reduzir dos seus efluentes os níveis de compostos tóxicos ao meio ambiente(MOREIRA, 2008).
O despejo de corantes em água, dentre eles o azul de metileno, é um problema em estudo pois esses materiais apresentam resistência ao tratamento químico e biológico podendo na sua decomposição química, produzir substâncias mais tóxicas que o corante em si(CRINI, 2005). Nesse cenário o respectivo trabalho teve como objetivo estudar como a coroa do abacaxi tratada com ácidos e bases a 0,1mol/L pode ajudar no processo de purificação de efluentes contaminados pelo corante azul de metileno.
Segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE (LSPA, 2015), o Brasil conta com uma área a ser colhida de 65.176 hectares de abacaxi, devendo alcançar em 2015 a produção de 1.752.858 mil frutos. A Região Nordeste é a maior produtora de abacaxi do País - 23.151 hectares, respondendo por 37,1% do total da área a ser colhida no Brasil. O estado do Pará é o maior produtor nacional: 11.303 hectares e produção deverá atingir 353.721 mil frutos. A maior produtividade (quilos por hectare) é a do Rio Grande do Norte. Isso, devido o uso do sistema de irrigação em grande parte do cultivo da lavoura. Logo no grupo de adsorventes de baixo custo, encontra-se a coroa do abacaxi, um dos subprodutos do consumo do fruto, que não tem utilização doméstica ou comercial e é descartado como lixo orgânico.