CARACTERIZAÇÃO DA DROGA VEGETAL Ageratum conyzoides L. (ASTERACEAE) E CAPACIDADE ANTIOXIDANTE

Auteurs

  • Larissa Mimares Carneiro Souza Universidade Estadual de Feira de Santana

DOI :

https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3331

Résumé

Ageratum conyzoides L. (Asteraceae), popularmente conhecida como mentrasto, erva-de-são-joão, caatinga-de-bode, é uma planta de ocorrência espontânea no Brasil com muitos registros etnofarmacológicos de sua parte aérea (ZUCCHI et al., 2013).
A referida planta fazia parte do elenco de 74 espécies vegetais selecionadas pelo Programa de Pesquisas de Plantas Medicinais da extinta Central do Medicamento (CEME), sendo confirmados seus benefícios para o tratamento da artrose sem atribuição de toxicidade, através de estudos de farmacologia e toxicologia pré-clínica e clínica (BRASIL, 2006).
A infusão da parte área da planta, sem as flores, administrada via oral estava sendo indicada pela RDC nº 10/2010, que dispunha sobre a notificação de drogas vegetais junto à ANVISA, para o tratamento de dores articulares (artrite, artrose) e reumatismo, sendo contraindicada para pessoas com problemas hepáticos (BRASIL, 2010a), assim como gestantes, doentes cardíacos, renais ou pacientes com outras doenças crônicas (DINIZ et al., 2006). No entanto, a resolução mencionada foi revogada pela atual RDC nº 26 (BRASIL, 2014) e em seu Anexo I lista A. conyzoides como espécie proibida de ser utilizada na composição de produtos tradicionais fitoterápicos, o que não impede de serem realizados estudos com a espécie para o desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos, isto é, medicamentos cuja segurança e eficácia é baseada em ensaios clínicos.
Atualmente existem fitoterápicos manipulados de A. conyzoides nas Farmácias Vivas (FV) do país, a exemplo das FV de Fortaleza (SILVA et al., 2006; SILVEIRA, 2007) e do Distrito Federal (NETTO-JUNIOR, 2012), sendo indicados para tratar reumatismo. Porém até o momento não há registro de fitoterápico industrializado no país.
Diante do potencial medicinal da espécie nativa, e visto a ausência de monografia farmacopeica para a espécie, faz-se necessário a caracterização da droga vegetal de A. conyzoides, segundo os ensaios de controle de qualidade descritos nos compêndios oficiais.

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Publiée

2018-04-09

Numéro

Rubrique

Ciências Exatas e da Terra