RESVERATROL EM ESPÉCIES DE COCCOLOBA (POLYGONACEAE): COCCOLOBA LUCÍDULA E COCCOLOBA ROSEA
DOI:
https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3060Abstract
A grande procura da humanidade por meios que favoreçam uma vida saudável tem impulsionado as pesquisas por novas substâncias capazes de satisfazer tais necessidades. Entre estas substâncias encontram-se os polifenóis, destacando-se as pesquisas do resveratrol que está presente em diversas plantas, em especial na uva e seus derivados. No entanto a pesquisa desta substância em espécies de Coccoloba, gênero nativo de Polygonaceae, muito comum na região do recôncavo baiano, ainda é incipiente e não conclusiva.
A forma trans-resveratrol tem estrutura molecular análoga à do estrogênio sintético, portanto tem propriedades farmacológicas semelhantes às do estradiol,que é principal estrogênio humano natural. Esta substância vem sendo há muito tempo empregada no tratamento de arteriosclerose, doenças inflamatórias e alérgicas, com atividade anti-agregação plaquetária, anti-oxidante e redutora de triglicerídeo, sendo também testada no tratamento de câncer. A presença do resveratrol no vinho auxilia no tratamento de doenças cardiovasculares e no acúmulo do colesterol, tem comprovada ação bactericida e antiviral, estimula o apetite, facilita a digestão e retarda o envelhecimento celular e orgânico. (DAVID et al., 2007)
Coccoloba Lucidula: Ocorre na Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana francesa e Brasil, nos estados do Amazonas, Pará, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso, Rôndonia, Bahia e Goiais. Destribui-se nas restingas, Matas ciliares, cerrados, mata Atlântica e mata amazônica em altitudes que variam em 50 e 800 msm. Floresce entre janeiro e fevereiro e frutifica de fevereiro a Desembro. Os frutos Amadurecem entre novembro e dezembro.
Coccoloba rasea: Espécie exclusiva do Brasil, onde ocorre somente na faixa litorânea nos estados de Alagoas, Sergipe, Bahia e Espirito Santo. Ocorre nas Restingas e matas atlânticas em zero a 200msm. Floresce entre fevereiro e abril e entre junho e julho, frutifica de março a julho e de julho a outubro.
Nesse sentido, visto os diversos benefícios que esta substância apresenta, torna-se importante a pesquisa para a detecção da mesma nas espécies de Coccoloba, visto que essa substância tem
sua fonte mais abundante nas uvas (Vitis, Vitaceae), que pertence a mesma família, Polygonaceae.