CONTROLE ALTERNATIVO DE CUPINS DO GÊNERO Nasutitermes sp. COM USO DE EXTRATOS E ÓLEOS VEGETAIS DE Lippia thymoides E Lippia lausocalycina, EM FEIRA DE SANTANA, BAHIA, BRASIL.
DOI:
https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3063Resumo
O semi-árido nordestino desponta como um dos ecossistemas mais valiosos, apresentando em seu domínio um número expressivo de espécies vegetais endêmicas, como planta xerófilas de fisionomia e florística variada, com elevado potencial para produção de substâncias bioativas (QUEIROZ et al. 2006; GIULIETTI et al. 2004). E dentre a grande riqueza florística com potencial, podemos citar o gênero Lippia, que é um dos mais importantes representantes da família (Verbenaceae), com 200 espécies de ervas, arbustos e pequenas árvores. No Brasil, este gênero pode ser encontrado nos estados de Minas Gerais e Bahia, com a maioria das espécies distribuídas nos biomas Cerrado e Caatinga (OLIVEIRA et al. 2007; GOMES et al. 2011).
Os cupins do gênero Nasutitermes sp. (Termitidae), conhecidos como cupins arborícolas são considerados as principais pragas que causam danos econômicos ao homem. O uso do tratamento químico contra esses insetos, apesar de eficiente é altamente tóxico para os seres vivos e ocasiona contaminação ambiental (ROMAGNANO & NAHUZ, 2006). Com isso, o controle realizado por extratos vegetais e óleos essenciais vem sendo cada vez mais estudado porem, o escasso numero de informações sobre o potencial bioinseticida das espécies endêmicas do semiárido, sobretudo das espécies de Lippia, motivaram o presente estudo que teve como objetivo avaliar o potencial inseticida de Lippia. thymoides e Lippia lasiocalycina, contra cupins do gênero Nasutitermes sp e determinar a entomofauna associada às espécies vegetais.