Diversidade de Euphorbiaceae em Feira de Santana, Bahia, Brasil

Autores

  • Kelle da Silva Cardoso

DOI:

https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3084

Resumo

A família Euphorbiaceae passou por profundas modificações com base nos estudos
filogenéticos com dados moleculares (Wurdack et al. 2005; APG III 2009), em relação a
tradicional classificação proposta por Webster (1994), que dividia a família em cinco
subfamílias. As subfamílias que apresentam dois óvulos por lóculo (Phyllanthoideae e
Oldifieldioideae), atualmente formam as famílias Phyllanthaceae, Peraceae,
Putrangivaceae e Picodendraceae (Wurdack et al. 2005; APG III 2009).
Euphorbiaceae é uma das maiores, mais diversas e complexas família das
Angiospermas, são registrados ca. 245 gêneros e aproximadamente 6.300
espécies distribuídas em todo o globo, principalmente nas regiões tropicais (Wurdack et
al. 2005). Apresenta uma morfologia bem complexa, sendo caracterizada por diferentes
tipos de hábitos, geralmente apresentam látex, vários tipos de tricomas (simples,
urticantes, estrelados ou lepidotos) e de inflorescências (panículas, racemos, espigas,
tirsos, dicásios, ciátios ou solitárias), presença de flores unissexuadas, ovário súpero,
tricarpelar, trilocular com um óvulo por lóculo. O fruto comumente conhecido como
tricoca e possui deiscência elástica.
Segundo Cordeiro et al. (2015) o Brasil possui uma alta diversidade de espécies de
Euphorbiaceae (ca. 1.000 spp), distribuídas em ca. 63 gêneros. Sua distribuição é ampla,
possuindo representantes em todos os diferentes tipos de vegetação do país. No estado
da Bahia ocorrem ca. 40 gêneros e 260 espécies (Cordeiro et al. 2015), ocorrendo em
cerrado, caatinga, florestas e campo rupestres, evidenciando-se a importância do estudo
taxonômico do grupo.
As Euphorbiaceae incluem diversas espécies de interesse econômico. Destaca-se a
seringueira (Hevea brasiliensis (Wild. ex A. Juss.) Müll.Arg., a mandioca, aipim ou
macaxeira (Manihot esculenta Crantz.), a mamona (Ricinus communis L.), e algumas
espécies são utilizadas como ornamentais (Euphorbia L. e Acalypha L.) (Souza &
Lorenzi, 2012). Algumas espécies são marcadoras de ecossistemas como espécies de
Croton L., Cnidoscolus Pohl. e Jatropha L. que são características de áreas secas
(Caatinga), Alchornea Sw. característica de matas ciliares e campos rupestres e
Dalechampia L., Mabea Aubl., Plukenetia L. e Romanoa Trevis., que ocorrem em
matas (Heywood et al. 2007; Souza & Lorenzi, 2012).
Foi realizado o levantamento florístico da família Euphorbiaceae no município de Feira
de Santana, contribuindo para a taxonomia da família e conhecimento do grupo para a
Flora da Bahia. Incluindo a identificação de gêneros e espécies de Euphorbiaceae,
caracterização morfológica, elaboração de chaves de identificação para gêneros e
espécies nativos de Feira de Santana.

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Publicado

2018-03-23

Edição

Seção

Ciências Biológicas