CULTIVO E CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DE ACESSOS DE LIPPIA ORIGANOIDES H.B.K.
DOI:
https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3111Resumo
As plantas medicinais caracterizam-se por apresentarem um ou mais grupos de princípios ativos que lhes conferem diversas propriedades terapêuticas. Dentre as diversas famílias botânicas destaca-se a família Verbenaceae, pela elevada e variada produção de metabólitos secundários. O gênero Lippia L. possui muitas espécies de interesse medicinal, dentre elas destaca-se Lippia origanoides H.B.K. No Brasil, a espécie é popularmente conhecida como "salva-de-Marajó e "alecrim-d'Angola" (PINTO et al, 2013). O chá das folhas é usado popularmente no tratamento de diarréia, cólicas em bebês, indigestão, flatulência, febre, náuseas, complicações menstruais, azia e como anti-séptico para a boca, garganta e feridas (OLIVEIRA, 2007).
Diversos trabalhos têm comprovado a atividade antimicrobiana do óleo essencial e dos extratos da espécie contra vários microorganismos, como Candida sp. (DOS SANTOS et al., 2004; OLIVEIRA et al., 2007), Leishmania chagasi, Trypanosoma cruzi (ESCOBAR et al., 2010), T. cinnabarinus (SIVIRA et al., 2010) entre outros. Além disto, a espécie também demonstrou atividades antiviral, repelente e antioxidante.
Diversas espécies medicinais já demonstraram variações morfológicas e agronômicas em estudos de comparação de diferentes acessos. As diferenças entre os acessos são importantes, porque evidenciam a existência de variação que poderá ser utilizada em projetos de melhoramento genético, com a finalidade de selecionar indivíduos com elevada produção de metabólitos secundários e com características morfológicas e agronômicas apropriadas para o cultivo. O grupo de pesquisa de Plantas medicinais do Semiárido, liderado pelo Prof. Dr. Lenaldo Muniz de Oliveira, tem desenvolvido diversos projetos com a espécie Lippia origanoides, já havendo um volume significativo de informações da espécie, sendo de interesse a caracterização morfológica e agronômica entre os diferentes acessos já coletados, para aumentar o conhecimento cientifico sobre a espécie e, consequentemente, embasar o melhoramento genético e o cultivo da mesma, já que têm sido observadas algumas características morfológicas diferentes no Estado da Bahia.