Um estudo sobre as Traduções de Mercedes of Castile: or, the Voyage to Cathay (1840): Literatura, História e Colonialidade
DOI:
https://doi.org/10.13102/sitientibus.v3i65.11392Resumo
A obra de James Fenimore Cooper Mercedes of Castile: or, the Voyage to Cathay (1840) foi traduzida para o espanhol, francês e alemão, com diferentes versões e reedições realizadas ao longo das décadas. Nesse sentido, analisamos, neste manuscrito, as traduções ao espanhol e ao francês da obra de Cooper (1840), por meio da seleção de determinados trechos, a fim de deslindar as aproximações e os distanciamentos estabelecidos entre as versões. A metodologia adotada é bibliográfica e pura. Fundamentamo-nos nas concepções desenvolvidas no âmbito do Grupo de Pesquisa “Ressignificações do Passado na América...” sobre as ideias de tradução e decolonialidade na América Latina (Fleck, 2023). Sustentamo-nos igualmente nas noções aventadas por teóricos da tradução, como Pagano (2000), e Venuti ([1998] 2002). Conclui-se que ambas as versões optam por manter as perspectivas colonialistas do texto original.
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Referências
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