Reflexões sobre o lugar de enunciação e a prática tradutória decolonial latino-americana na tradução de Xicoténcatl (Anônimo, [1826] 2020) e O Periquitinho Sarnento ([1816] 2024)
DOI:
https://doi.org/10.13102/sitientibus.v3i65.11393Resumo
Resumo: Os textos inauguradores da escrita romanesca na América Latina, El Periquillo Sarniento (Fernández de Lizardi, 1816) e Xicoténcatl (Anónimo, 1826), no Brasil não foram foco de interesse como material de tradução literária até os anos 2020 e 2024, momento em que foram publicadas as traduções respectivas dentro do Grupo de Pesquisa “Ressignificações do passado na América: leitura, escrita e tradução de gêneros híbridos de história e ficção - vias para a descolonização”. Este ensaio apresenta reflexões sobre as atitudes tomadas pelo tradutor latino-americano que deseja exercitar a prática tradutória decolonial (Fleck, 2023), com base nos estudos contemporâneos que se referem ao processo de traduzir, com destaque aos estudos de Venuti (2002), Sales Salvador (2006) e Baker (2011), entre outros, pois essas práticas são fundamentais ao optar por novas vias para a ainda necessária conscientização, na América Latina, das enraizadas ações colonizadoras operadas desde os espaços de poder (Bourdieu, 2002).
Palavras-chave: Tradução literária decolonial. Lugar de enunciação do tradutor latino-americano. Literatura Comparada. Tradução de Xicoténcatl (2020) e O Periquitinho Sarnento (2024).
