O ERRO EM LÍNGUA PORTUGUESA - UMA QUESTÃO DE ATITUDES
DOI:
https://doi.org/10.13102/sitientibus.vi29.8714Abstract
Neste artigo, a discussão que se faz é em relação a duas noções de erro. Uma, objetivada pela escola que, numa atitude excludente, toma a língua como algo uniforme e estático, pois se baseia apenas nas prescrições da gramática normativa, para estabelecer o que é certo e o que é errado na língua. Outra, discutida à luz da Lingüística que, cientificamente, percebe a língua como um universo heterogêneo e dinâmico. Com a fundamentação em alguns exemplos, tentar-se-á mostrar que a competência e o desempenho verbal do falante (a gramática internalizada) independem dessa noção preconceituosa de erro na língua, ou de dominar as normas da gramática normativa. Para tanto, a discussão se dará em torno da gramática normativa (GN), da gramática descritiva (GD) e da gramática internalizada (GI).
