Integrated Knowledge Systems: Ethnotaxonomy and Alpha Taxonomy of Stingless Bees (Hymenoptera: Apidae: Meliponini) in an Amazon-Cerrado Ecotone in Northern Brazil

Authors

DOI:

https://doi.org/10.13102/sociobiology.v73i1.12229

Keywords:

species identification, native pollinators, traditional knowledge, sustainable management, meliponiculture

Abstract

The articulation between traditional knowledge and scientific understanding has proven essential for the study and conservation of biodiversity, particularly in regions with high biological and cultural diversity. This study aimed to investigate the diversity of stingless bees in the municipality of Araguaína, Tocantins, Brazil, located in an ecotone between the Cerrado and Amazon biomes, through the integration of ethnotaxonomy and alpha taxonomy. We hypothesized that combining these knowledge systems enhances the accuracy and scope of biological inventories. A mixed qualitative and quantitative approach was adopted, with sampling conducted in both natural habitats and meliponiculture systems using scent traps, entomological nets, and collections in managed hives. A total of 103 specimens were collected, distributed across 30 species and 14 genera, surpassing previously recorded diversity for the region. Empirical identification by stingless bee beekeepers – based on morphological traits, behavioral patterns, and nest entrance structures – achieved 61.1% accuracy when compared to formal taxonomic identification. This correspondence highlights the value of traditional knowledge in species classification. The presence of species associated with distinct environments reflects the influence of ecological heterogeneity in the ecotone on faunal composition. The results support the initial hypothesis and demonstrate that the integrated approach offers a more comprehensive view of local biodiversity. Additionally, the findings contribute to sustainable management practices and conservation strategies, reinforcing the importance of interdisciplinary and participatory approaches to pollinator preservation.

Downloads

Download data is not yet available.

References

Albuquerque, U.P. & Alves, A.G.C. (2014). Introdução à etnobiologia. Recife: NUPEEA.

Barbosa, D.B., Crupinski, E.F., Silveira, R.N. & Limberger, D.C.H. (2017). As abelhas e seu serviço ecossistêmico de polinização. Revista Eletrônica Científica da UERGS, 3: 694-703. DOI: https://doi.org/10.21674/2448-0479.34.694-703

Barros, S.S.O., Oliveira Júnior, W.P., Oliveira, F.F., Andrade, N.G., Oliveira, R.J. & Bragança, M.A.L. (2022). The bee fauna (Hymenoptera, Apoidea) in Cerrado and Cerrado-Amazon Rainforest transition sites in Tocantins state, Northern Region of Brazil. Biota Neotropica, 22: e20221344. DOI: https://doi.org/10.1590/1676-0611-bn-2022-1344

Berlin, B. (1992). Ethnobiological classification: principles of categorization of plants and animals in traditional societies. Princeton: Princeton University Press. DOI: https://doi.org/10.1515/9781400862597

Costa, L. (2019). Guia fotográfico de identificação de abelhas sem ferrão, para resgate em áreas de supressão florestal. Belém: Instituto Tecnológico Vale.

Costa-Neto, D.J., Valadares, M.S., Silva-Costa, E.S. & Souto, J.N. (2016). Levantamento da fauna de abelhas sem ferrão no estado do Tocantins. Acta Biológica Catarinense, 3: 138-148. DOI: https://doi.org/10.21726/abc.v3i2.479

Domenico, M.D., Aguiar, L. & Garraffoni, A. (2012). Desafios da taxonomia: uma análise crítica. Revista Orbis Latina, 2: 76-95.

Feltrin, B.C., Druciak, C.A., Santandes, R. & Obara, A.T. (2021). A relação do uso de agrotóxicos e o desaparecimento das abelhas nas práticas pedagógicas dos integrantes de um grupo de estudo e pesquisa educação ambiental. Revista Valore, 6: 236-250. DOI: https://doi.org/10.22408/reva602021803236-250

Garibaldi, L.A., Steffan-Dewenter, I., Winfree, R., Aizen, M.A., Bommarco, R., Cunningham, S.A., Kremen, C., Carvalheiro, L.G., Harder, L.D., Afik, O., Bartomeus, I., Benjamin, F., Boreux, V., Cariveau, D., Chacoff, N.P., Dudenhöffer, J.H., Freitas, B.M., Ghazoul, J., Greenleaf, S., … Klein, A.M. (2013). Wild pollinators enhance fruit set of crops regardless of honey bee abundance. Science, 339: 1608-1611. DOI: https://doi.org/10.1126/science.1230200

Gil, A.C. (2002). Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas.

Imperatriz-Fonseca, V.L. & Nunes-Silva, P. (2010). As abelhas, os serviços ecossistêmicos e o Código Florestal Brasileiro. Biota Neotropica, 10: 59-62. DOI: https://doi.org/10.1590/S1676-06032010000400008

Jaffé, R., Pope, N., Carvalho, A.T., Maia, U.M., Blochtein, B., Carvalho, C.A.L., Carvalho-Zilse, G.A., Freitas, B.M., Menezes, C., Ribeiro, M.F., Venturieri, G.C. & Imperatriz-Fonseca, V.L. (2013). Diagnóstico da meliponicultura no Brasil. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas.

Leone, J.B., Pennarola, N.P., Larson, J.L., Oberhauser, K. & Larson, D.L. (2022). Divergent responses of butterflies and bees to burning and grazing management in tallgrass prairies. Ecology and Evolution, 12: e9532. DOI: https://doi.org/10.1002/ece3.9532

Martini, R.P., Pfüller, E.E. & Martins, E.C. (2015). Importância ambiental das abelhas sem ferrão. RAMVI, 2: 1-20.

Mendes, M.F., Santos, A.C.P & Guedes, L.S. (2021). Dinâmica da paisagem na Microrregião Geográfica de Araguaína/TO: subsídios para o planejamento e conservação ambiental. Revista de Geografia, 38: 531-548. DOI: https://doi.org/10.51359/2238-6211.2021.249467

Michener, C.D. (2007). The Bees of the World. Johns Hopkins University Press. DOI: https://doi.org/10.56021/9780801885730

Milan, E. & Moro, R.S. (2016). O conceito biogeográfico de ecótono. Terra Plural, 10: 75-88. DOI: https://doi.org/10.5212/TerraPlural.v.10i1.0006

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). (2023). Manual de doenças das abelhas: boas práticas aplicadas à prevenção, controle e erradicação de doenças das abelhas direcionado ao serviço veterinário oficial. Brasília: MAPA.

Moure, J.S. & Kerr, W.E. (1950). Sugestões para a modificação da sistemática do gênero Melipona (Hymenoptera, Apoidea). Dusenia, 1: 105-129.

Nogueira-Neto, P. (1997). Vida e criação de abelhas indígenas sem ferrão. Nogueirapis, São Paulo. Available at: https://repositorio.usp.br/item/000932934

Oliveira, F. F., Venturieri, G.C., Oliveira, M.L., Silva, F.O. & Camargo, J.M.F. (2013). Guia ilustrado das abelhas sem ferrão das Reservas Amanã e Mamirauá, Amazonas, Brasil (Hymenoptera, Apidae, Meliponini). Tefé: Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.

Pedro, S.R.M. & Camargo, J.M.F. (2003). Meliponini neotropicais: o gênero Partamona Schwarz, 1939 (Hymenoptera, Apidae). Revista Brasileira de Entomologia, 47: 1-117. DOI: https://doi.org/10.1590/S0085-56262003000500001

Pereira, F.M. (2012). Manual de curadores de germoplasma – animal: conservação de abelhas sem ferrão. Brasília: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

Posey, D.A. (1987). Temas e inquirições em etnoentomologia: algumas sugestões quanto à geração e teste de hipóteses. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, 3: 99-134.

Potts, S.G., Biesmeijer, J.C., Kremen, C., Neumann, P., Schweiger, O. & Kunin, W.E. (2010). Global pollinator declines: trends, impacts and drivers. Trends in Ecology and Evolution, 25: 345-353. DOI: https://doi.org/10.1016/j.tree.2010.01.007

Rasmussen, C. & Gonzalez, V.H. (2017). The neotropical stingless bee genus Nannotrigona Cockerell (Hymenoptera: Apidae: Meliponini): an illustrated key, notes on the types, and designation of lectotypes. Zootaxa, 4299: 191-220. DOI: https://doi.org/10.11646/zootaxa.4299.2.2

Rebêlo, J.M.M. & Garófalo, C.A. (1991). Diversidade e sazo-nalidade de machos de Euglossini (Hymenoptera, Apidae) e preferências por iscas-odores em um fragmento de floresta no sudeste do Brasil. Revista Brasileira de Biologia, 51: 787-799.

Ribeiro, C.F., Nogueira, D.S., Oliveira, F.F.D. & Oliveira, M.L.D. (2024). Two new species of Trigona Jurine, 1807 with an illustrated key for the species occurring in Brazil (Hymenoptera: Apidae: Meliponini). Zootaxa, 5458: 524-546. DOI: https://doi.org/10.11646/zootaxa.5458.4.3

Roubik, D.W. (1989). Ecology and natural history of tropical bees. Cambridge: Cambridge University Press. DOI: https://doi.org/10.1017/CBO9780511574641

Schwarz, H.F. (1932). The genus Melipona: the type genus of the Meliponidae or stingless bees. Bulletin of the American Museum of Natural History, 63: 231-460.

Silva, A.T.R. (2015). A conservação da biodiversidade entre os saberes da tradição e a ciência. Estudos Avançados, 29: 233-259. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-40142015000100012

Silva, G.M.D. & Mendes, M.F. (2020). Análise da dinâmica da cobertura vegetal e uso da terra no município de Araguaína/TO. Revista GeoPantanal, 15: 159-171.

Silva, S.L. de O. & Costa, E.A.C. (2018). Intoxicações por agrotóxicos no estado do Tocantins: 2010-2014. Vigilância Sanitária em Debate, 6: 13-22. DOI: https://doi.org/10.22239/2317-269x.01188

Silveira, F.A., Melo, G.A.R. & Almeida, E.A.B. (2002). Abelhas brasileiras: sistemática e identificação. Belo Horizonte: Fundação Araucária.

Silveira, L.F., Beisiegel, B.M., Curcio, F.F., Valdujo, P.H., Dixo, M., Verdade, V.K., Mattox, G.M.T. & Cunningham, P.T.M. (2010). Para que servem os inventários de fauna? Estudos Avançados, 24: 173-207. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-40142010000100015

Souza, B.A., Carvalho, C.A.L. de, Alves, R.M.O., Dias, C.S. de & Clarton, L. (2009). Munduri (Melipona asilvai): a abelha sestrosa. Cruz das Almas: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Thomazini, M.J. & Thomazini, A.P.B.W. (2000). A fragmen-tação florestal e a diversidade de insetos nas florestas tropicais úmidas. Embrapa Acre – Documentos, 53: 1-21.

Venturieri, G.C. (2003). Meliponicultura: criação de abelhas indígenas sem ferrão. Belém: Embrapa Amazônia Oriental.

Venturieri, G.C. (2008). Criação de abelhas indígenas sem ferrão. Belém: Embrapa Amazônia Oriental.

Villas-Bôas, J. (2012). Manual tecnológico: mel de abelhas sem ferrão. Brasília: Instituto Sociedade, População e Natureza.

Witter, S. & Nunes-Silva, P. (2014). Manual de boas práticas para o manejo e conservação de abelhas nativas. São Paulo: Instituto de Pesquisas Ecológicas.

Zamudio, F. & Alvarez, L.J. (2022). Guia etnotaxonômico ilustrado das abelhas sem ferrão da Tríplice Fronteira (Argentina, Paraguai, Brasil). Foz do Iguaçu: Editora Universitária da UNILA.

Downloads

Published

2026-03-02

How to Cite

Almeida, M., Santos-Silva, J. A., & Salvatierra, L. (2026). Integrated Knowledge Systems: Ethnotaxonomy and Alpha Taxonomy of Stingless Bees (Hymenoptera: Apidae: Meliponini) in an Amazon-Cerrado Ecotone in Northern Brazil. Sociobiology, 73(1), e12229. https://doi.org/10.13102/sociobiology.v73i1.12229

Issue

Section

Research Article - Bees