O país do carnaval na época da Revolução de 1930: um estudo do primeiro romance de Jorge Amado
DOI:
https://doi.org/10.13102/cl.v26i2.11422Palavras-chave:
Revolução de 1930, Burguesia cacaueira, RomanceResumo
O país do carnaval, de Jorge Amado, foi escrito durante a época em que ocorreu a Revolução de 1930 no Brasil. O acontecimento político, que permitiu grandes transformações, é compreendido pelos historiadores como um evento das próprias oligarquias, que se renovaram e se mantiveram no poder. No romance, embora a questão central da narrativa esteja na insatisfação da vida e na busca pela felicidade individual, o contexto histórico é importante e participa de sua estrutura. O tempo ficcional, no entanto, ultrapassa a data de publicação do livro. A crítica literária vem apontando a presença da revolução, mas sem investigar de forma mais detida a sua presença no romance de Jorge Amado. Assim, o objetivo deste trabalho é estudar a representação da Revolução de 1930 na obra O país do carnaval, considerando, para isso, especialmente, dois personagens do livro. De um lado, temos Paulo Rigger que, mesmo sendo um representante da burguesia cacaueira, parece não se importar com a transformação política em curso e com a situação econômica vivida no país. De outro, temos José Lopes que, embora apareça pouco na obra, possui papel fundamental ao se posicionar a favor do comunismo e pode ser visto como um contraponto ao protagonista. Para a realização deste estudo recorremos aos trabalhos de Camargo (1983), Fausto (1997; 2004), Aguiar (2018), Bueno (2006), Castello (2011), dentre outros.
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