O mar e a noite, as formigas e as lagartixas: o imenso e o mínimo na poesia de Cecília Meireles

Autores

  • Idmar Boaventura Moreira UefS

Palavras-chave:

Cecília Meireles; poesia moderna; o imenso e o mínimo

Resumo

Esse artigo procura discutir certas imagens da poesia de Cecília Meireles a fim de evidenciar, nessa poesia, uma dialética entre o grande e o pequeno, o imenso e o mínimo, a partir da qual a poética ceciliana nos convida a “aprender a ver”, isto é, a superar uma percepção do mundo limitada por uma certa espécie de modernidade, instrumentalizada, que assimila e uniformiza tudo, ou apaga o que não consegue assimilar. Há, nesses poemas, uma concepção de certo modo animista, que sugere uma ligação íntima entre nossa humanidade e todas as coisas, e que pode ser encontrada na observação atenta aos pequenos detalhes, que passariam despercebidos sem esse olhar amoroso.

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Publicado

2024-12-31

Como Citar

Moreira, I. B. (2024). O mar e a noite, as formigas e as lagartixas: o imenso e o mínimo na poesia de Cecília Meireles. A Cor Das Letras, 25(2). Recuperado de https://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/11451