Epistemologias dissidentes e poéticas do marginal, saberes que resistem, mundos que reexistem: um trabalho com contos “Rolézim”, “Roleta” e “Sextou”, de Geovani Martins
Palavras-chave:
Epistemologias Dissidentes, Periferia, Resistência, Literatura Marginal, Saber SubalternoResumo
Este artigo propõe uma análise dos contos “Rolézim”, “Roleta-russa” e “Sextou”, presentes no livro O sol na cabeça, de Geovani Martins, sob a perspectiva das epistemologias dissidentes e da produção de saberes periféricos e contra-hegemônicos. Busca-se demonstrar como os textos, por meio de sua linguagem, personagens e estrutura narrativa, desestabilizam os discursos dominantes ao propor um novo regime de visibilidade para os corpos e territórios marginalizados. A partir de referenciais teóricos como bell hooks, Michel de Certeau, Achille Mbembe e Sueli Carneiro, analisam-se fragmentos dos contos como formas de enunciação subalterna, resistência simbólica e performatividade da existência periférica. O objetivo é refletir sobre como a literatura das margens constitui uma prática de conhecimento e uma poética política de inscrição do sujeito historicamente excluído.
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