A memória indagada a partir da literatura de autoras japonesas: um conceito para cuidar de pesquisas em educação
DOI:
https://doi.org/10.13102/cl.v26i3.11945Palavras-chave:
Literatura japonesa, Memória, Narrativas, Experiência, EscritorasResumo
Este trabalho tem como objetivo discutir os usos de literaturas anunciadas como dissidentes, para articular uma reflexão acerca do uso da memória como conceito possível para estabelecer uma política de cuidado para pesquisas em educação que se preocupam com o narrar histórias. Deste modo, em termos metodológicos parte-se da apresentação e diálogo com dois livros escritos por autoras japonesas: A polícia da memória de Yoko Ogawa e A lanterna das memórias perdidas de Sanaka Hiiragi e a partir destas histórias, articulo a discussão sobre pesquisa e educação, pautando-me em relações experienciais inspirada por Jorge Larrosa Bondía. Deste modo, os livros auxiliam a pensar a memória a partir das histórias contadas por corpos dissidentes, problematizando o que anunciamos como cânone bem como acionando diferentes possibilidades para o narrar. Enquanto um livro toma a memória como possibilidade de cuidado e relação, o outro livro aborda a problemática do controle do lembrar e do esquecer pelo Estado, anunciando uma discussão quanto aos usos políticos da memória.
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