Nominalizações em Guajá: formas e funções

Autores

  • Pablo Rodrigues Ferreira Universidade de Brasília
  • Marina Maria Silva Magalhães Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.13102/cl.v26iEspecial.12328

Palavras-chave:

Guajá., Tupi-Guarani., Nominalizações., Função., Omnipredicatividade.

Resumo

Este artigo tem como objetivo apresentar uma análise atualizada e mais aprofundada da descrição feita em Magalhães (2007) sobre as nominalizações do Guajá a partir de dados de narrativas inéditas recentemente coletadas. Discutem-se, aqui, as formas, o funcionamento e a produtividade dos cinco morfemas nominalizadores do Guajá, considerando-se sua relação com a tipologia omnipredicativa da língua. A análise é amparada pela interpretação dos Sintagmas Nominais resultantes das nominalizações como exercendo a função de adjuntos correferenciais qualificadores dos argumentos expressos pelos índices pessoais nos verbos.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Referências

Carvalho, Moacyr Ribeiro de. 1987. Dicionário tupi (antigo)-português. Salvador: Empresa Gráfica da Bahia.

Cruz, Aline da. 2011. “Fonologia e gramática do Nheengatú: A língua falada pelos povos Baré, Warekena e Baniwa.” PhD diss., Universidade de Amsterdam.

Givón, Talmy. A compreensão da gramática. São Paulo: Cortez; Natal: EDUFRN, 2012.

Leite, Yonne. 2003. A Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil e as línguas

indígenas brasileiras. Em J. R. Bessa Freire, & M. C. Rosa (Coords.), Línguas Gerais–

Política Lingüística e Catequese na América do Sul no Período Colonial (pp. 11-24). Rio de

Janeiro: EDUERJ.

Magalhães, Marina Maria Silva. 2007. “Sobre a morfologia e a sintaxe da língua Guajá (Família Tupí-Guaraní).” PhD diss., Universidade de Brasília.

———. 2019. “A gramaticalização de verbos em partículas na língua Guajá e sua relação com a omnipredicatividade.” Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas 14 (3): 897–918. https://doi.org/10.1590/1981.81222019000300011.

Magalhães, Marina M. S., e Ana Cristina R. de Mattos. 2014. “Classe de palavras, tipos de predicados e sua relação com a intransitividade cindida do Guajá.” Via Litterae 6 (2): 251–284.

Magalhães, Marina M. S., Aparana’ĩa Awa Guajá, Xikapiõa Awa Guajá, Hajkaramykỹa Awa Guajá, Itaxĩa Awa Guajá, Irakatakoa Awa Guajá, Tatuxa’a Awa Guajá, e Amiria Awa Guajá. A ser publicado. In Hai rawirokaha pape rehe – O livro do mel, edited by Marina Magalhães and Uirá Garcia.

Magalhães, Marina M. S., Walkiria N. Praça, e Aline da Cruz. 2019. “Gradação da omnipredicatividade na família Tupi-Guarani.” Forma y Función 32 (2): 151–189. https://doi.org/10.15446/fyf.v32n2.80818.

Magalhães, Marina M. S., e Uirá F. Garcia. 2021. “Guajá.” Instituto Socioambiental. Accessed March 29, 2021. https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Guajá.

Mithun, M. 1987. Is basic word order universal? Em R. S. Tomlin (Coord.), Coherence and

grounding in discourse (pp. 281-328). Amsterdam: John Benjamins Publishing Company.

Perlmutter, D., Postal, P. Relational grammar. LSA Summer Lecture Notes, 1974.

Queixalós, Francesc. 2016. “The Role of Nominalization in Theticity: A Sikuani Contribution.” In Finiteness and Nominalization, edited by Claudine Chamoreau and Zarina Estrada, 205–242. Amsterdam and Philadelphia: John Benjamins Publishing Company. https://doi.org/10.1075/tsl.113.09.

Ramos, Dêbson C. C., Marina M. S. Magalhães, Leonardo S. S. Leão, Helena de C. Souza, e Lucas T. Pedroza. A ser publicado. “Harmonia nasal do Guajá: resultados recentes e próximos passos.” Americanistas no Cerrado IV.

Rodrigues, Aryon Dall’Igna. 1953. “Morfologia do Verbo Tupi.” Letras 1: 121–152.

Rodrigues, Aryon Dall’Igna. 1984/85. “Relações Internas na Família Lingüística Tupi-Guarani”. Revista de Antropologia, vol. 27/28, USP, São Paulo.

Rodrigues, Aryon Dall’Igna. 2001. “Sobre a natureza do caso argumentativo.” In Dês nom set dês verbes em Tupí-Guaraní, edited by Francesc Queixalós, 103–114. München: Lincom Europa.

Rodrigues, Aryon Dall’Igna, Ana Suelly Arruda Câmara Cabral, e Beatriz Carretta Corrêa da Silva. 2006. “Evidências para a reconstrução de um nominalizador de objeto -imi- em Proto-Tupí.”

Rose, Françoise. 2003. Morphosyntaxe de l’Emérillon: Langue Tupi-Guarani de Guyane Française. PhD diss., Université Lumière Lyon 2.

Seki, Lucy. 2000. Gramática do Kamaiurá: Língua Tupi-Guarani do Alto Xingu. Campinas: Editora da Unicamp; São Paulo.

Downloads

Publicado

2026-01-10

Como Citar

Ferreira, P. R., & Silva Magalhães , M. M. (2026). Nominalizações em Guajá: formas e funções. A Cor Das Letras, 26(Especial), 539–569. https://doi.org/10.13102/cl.v26iEspecial.12328