MARCAS EMPÍRICAS NO DESENHO ESCOLAR TECNOLOGIAS PARA FORMAR PRODUTORES E CONSUMIDORES (ENSINO SECUNDÁRIO, EM PORTUGAL — SÉCULO XIX AOS FINAIS DE 1970)
DOI:
https://doi.org/10.13102/cl.v13i1.1476Resumo
Inscrito na história da análise curricular, o trabalho explora as rela- ções entre objetos e sujeitos, focando as tecnologias educativas para disci- plinar e governar os alunos. Os conceitos de disciplina e governo, que sub- jazem a este conjunto de reflexões, revelam a minha filiação em Michel Foucault. Esta abordagem permite um olhar crítico sobre as dinâmicas pedagógicas de minuciosos procedimentos com materiais, instrumentos e modelos usados no ensino do desenho. Questiono como o sistema educativo português encontrou, através do ensino secundário do desenho, possibilidades de educar alunos para o consumo e para a produção técnica, mas que, simultaneamente, os afastou da produção artística, cujo estatuto social foi amplamente valorizado e reservado apenas a alguns.
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