Já é alvorada, irmã da manhã: o canto de esperança do sambista

Autores

  • Guilherme Mendonça Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  • Marilu Oliveira Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  • Mauricio Menon Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  • Evandro Catelão Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Campus Londrina.

DOI:

https://doi.org/10.13102/cl.v19i1.1860

Resumo

Neste artigo, estudamos os termos como aurora e alvorada inscritos em letras de samba,uma vez que entendemos que representam o canto de esperança do cantautor do morro. A fim de analisarmos as letras sob as perspectivas do real e não real, apoiamo-nos nas pesquisas de Coelho (1984), Bachelard (1988; 2008), Chevalier e Gheerbrant (1988), Bloch (2005), Romanelli (2015), Chauí (2016), Mattuella (2016) e Viera (2017).  Fazem parte da análise, ainda, os processos de construção do cenário onde habitam os compositores das canções, assim como os de romantização do samba. Lançamos mão, pois, da obra de Vianna (1995), quando traz à tona o mistério do samba; Dantas (1988), que postula as relações entre o estético e o social; Benchimol (1992), por descrever a formação e proliferação dos subúrbios e Galvão (2017), posto que discute a idealização do suburbano. O samba nos possibilita compreender os desejos que cercam o sujeito do morro e de saltarmos junto dele para o que ainda não emergiu, mas que já foi idealizado.

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Biografia do Autor

Guilherme Mendonça, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Mestrando em Ensino de Ciências Humanas, Sociais e da Natureza, pelo PPGEN da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Londrina. Graduado em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual de Londrina

Marilu Oliveira, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Doutorado em Letras (UNESP). Atualmente é professora titular da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

Mauricio Menon, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Doutorado em Letras pela Universidade Estadual de Londrina(2007) e pós-doutorado pela Universidade Federal do Paraná (2014). Atualmente é professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Evandro Catelão, Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Campus Londrina.

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Paraná - UFPR (2013). Professor adjunto da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Campus Londrina.

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Publicado

2018-11-26

Como Citar

Mendonça, G., Oliveira, M., Menon, M., & Catelão, E. (2018). Já é alvorada, irmã da manhã: o canto de esperança do sambista. A Cor Das Letras, 19(1), 47–58. https://doi.org/10.13102/cl.v19i1.1860