Deus, marido, patrão e colono: uma estética para a sublevação
DOI:
https://doi.org/10.13102/cl.v19i1.2103Resumo
Partindo do livro Novas Cartas Portuguesas (1972), de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, em que o elemento feminino desafia os valores patriarcais da ditadura salazarista, pretende-se mostrar as similaridades entre colonialismo e exploração de género, tendo como pano de fundo a ditadura em Portugal. A obra incita e denuncia as opressões não só ao nível do género, mas também ao nível de todas as classes oprimidas, incluindo as opressões decorrentes durante a guerra colonial, tema tabu durante o regime ditatorial. Iremos assim mostrar de que forma esta obra, que motivou o primeiro caso feminista internacional, é um convite não à sublevação de género, mas à de todas as classes oprimidas.
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Referências
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