Variação nós/a gente no sertão alagoano: restrição e avaliação

Autores

  • Jailma Gonçalves Feitosa Universidade Federal de Alagoas - Campus Sertão
  • Elyne Giselle de Santana Lima Aguiar Vitório Universidade Federal de Alagoas - Campus Sertão

DOI:

https://doi.org/10.13102/cl.v19i2.3493

Resumo

Tendo em vista que a língua é caracterizada por uma heterogeneidade ordenada e que as formas linguísticas variantes comportam, além de significados referenciais, significados sociais, analisamos a variação nós e a gente na função sintática de sujeito no sertão alagoano, tomando por base os problemas de restrição e avaliação linguísticas. Para tanto, recorremos ao aporte teórico-metodológico da Teoria da Variação Linguística (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 1968; LABOV, 1972) e ao banco de dados do Projeto Lusa. Nossos resultados não só mostram que a gente é a variante preferida, com a variação nós/a gente na função sintática de sujeito sendo condicionada pelas variáveis marca morfêmica, paralelismo formal e escolaridade, como também que não há estigma para o uso da variante inovadora na comunidade em estudo, com a forma a gente apresentando uma avaliação neutra.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Referências

FREITAG, R. Uso, crença e atitudes na variação na primeira pessoa do plural no Português Brasileiro. D.E.L.T.A., 32, p. 889-917, 2016.

FREITAG, R. et al. Como o brasileiro acha que fala? Desafios e propostas para a caracterização de “português brasileiro”. Signo y Seña, n. 28, p. 65-87, 2015.

LABOV, W. Sociolinguistics patterns. Philadelphia, University of Pensylvania Press, 1972.

LOPES, C. De gente para a gente: o século XIX como fase de transição. In: ALKIMIM, Tânia. (org.). Para a história do português brasileiro: novos estudos. São Paulo: Humanitas, 2002. p. 25-46.

______. A gramaticalização de a gente em português em tempos real de longa e curta duração: retenção e mudança na especificação dos traços intrínsecos. Fórum Linguístico, Florianópolis, v. 4, n. 1, p. 47-80, 2004.

MARTINS, M.; ABRAÇADO, J. Mapeamento sociolinguístico do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2015.

OMENA, N. A referencia à primeira pessoa do discurso no plural. In: OLIVEIRA e SILVA, G.; SCHERRE, M. (orgs). Padrões sociolinguísticos: estudos de fenômenos variáveis do português falado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: UFRJ Editora, 1996. p. 286-319.

______. A referência à primeira pessoa do discurso no plural. In: PAIVA, Maria; DUARTE, E. (Orgs.). Mudança linguística em tempo real. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2003. p. 63-80.

OUSHIRO, L. Identidade na pluralidade: avaliação, produção e percepção linguística na cidade de São Paulo. Tese. Universidade de São Paulo, 2015.

SANKOFF, D.; TAGLIAMONTE, S.; SMITH, E. Goldvarb X: a variable rule application for Macintosh and Windows. Department of Linguistics, University of Toronto, 2005.

VIANNA, J.; LOPES, C. Variação dos pronomes “nós” e “a gente”. In. MARTINS, M.; ABRAÇADO, J.. Mapeamento sociolinguístico do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2015. p. 109-131.

VITÓRIO, E. Crenças e atitudes linguísticas quanto ao uso dos pronomes nós e a gente na cidade de Maceió/AL. Matraga, Rio de Janeiro, v. 24, n. 40, jan/abr, 2017.

______. Avaliação social da concordância verbal com a primeira pessoa do plural no sertão alagoano. Interdisciplinar: Revista em Estudos em Língua e Literatura (a sair).

WEINREICH, U.; LABOV, W.; HERZOG, M. Empirical foundantions for a theory of language change. University of Texas Press, 1968.

Downloads

Publicado

2019-02-06

Como Citar

Feitosa, J. G., & Vitório, E. G. de S. L. A. (2019). Variação nós/a gente no sertão alagoano: restrição e avaliação. A Cor Das Letras, 19(2), 199–211. https://doi.org/10.13102/cl.v19i2.3493

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)