Mediação de leitura no ensino médio: por um diálogo entre literatura, linguagem e sociedade
DOI:
https://doi.org/10.13102/cl.v22i2.5753Resumo
O presente artigo tem como finalidade apresentar uma proposta de mediação de leitura de obras literárias, para o Ensino Médio, cujos procedimentos perscrutam os sentidos produzidos no primeiro capítulo do romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos (2012), e no conto Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá, de Bernardo Élis (1975). Este trabalho é um recorte de uma pesquisa realizada com alunos do Ensino Médio no ano de 2017, em uma escola pública do interior de Goiás, por meio da qual procuramos analisar as vozes dos narradores e personagens, marcadas por variações linguísticas e escolhas lexicais remissivas à seca do Nordeste e à cheia do Centro-Oeste. Buscamos na perspectiva Sociolinguística entender algumas noções que traduzem a relação entre sujeito, língua e sociedade instaurando um diálogo com a Literatura. Como metodologia de trabalho, a proposta é de uma pesquisa-ação em sala de aula, em que os alunos, de maneira integrada, leem e discutem ambas as obras e, como resultado, participam de uma roda de conversas sobre as análises e leituras realizadas. Nesse processo, aplicamos um questionário, perguntando a esses leitores questões sobre as aproximações e distanciamentos semânticos entre as obras estudadas, e sobre a contribuição para a realização de uma leitura crítica sobre o entendimento das devidas narrativas.
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