Algumas considerações sobre a modalização autonímica no capítulo LV de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

Autores

  • Adilson Guimarães Jardim Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.13102/cl.v24i1.8328

Palavras-chave:

Enunciação, LiteraturaBrasileira, Homodiegese, Lalingua, remissao

Resumo

O objetivo do presente artigo é apontar algumas características dos enunciados sem palavras no capítulo LV, na obra Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), de Machado de Assis, “O velho diálogo de Adão e Eva”. Nele, o “defunto-autor” do livro (Brás Cubas) substitui tanto suas falas quanto as de Virgília por sinais de pontuação, limitando os possíveis sentidos desses signos mudos ao título que lhe serve de sumário, o que indica a necessidade de conciliar es teorias enunciativas com outras que lhe servem de apoio. Dessa forma, para realizar uma leitura desse diálogo na sua própria enunciação, serão aplicadas algumas ideias de Jacqueline Authier-Revuz sobre a modalização autonímica (termo de Rey-Debove), como teoria principal a partir do estudo do inconsciente (com base em Lacan) e da opacidade do signo. As falas dessas personagens, no encontro sexual a que se entregam, e nos termos como serão apresentados neste estudo, são índices de uma linguagem tornada transparente apenas pelas notações circunvizinhas que lhe servem de paratextos, significantes opacos que expressam o arrebatamento amoroso dos amantes com palavras que constituem uma não-língua, e que torna esses sujeitos significantes da cena estudada.

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Referências

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Publicado

2024-12-30

Como Citar

Guimarães Jardim, A. (2024). Algumas considerações sobre a modalização autonímica no capítulo LV de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. A Cor Das Letras, 25(2). https://doi.org/10.13102/cl.v24i1.8328