Multiletramentos e Letramentos Críticos na Educação Básica: das Paredes às Redes
Palavras-chave:
Ensino, Aprendizagem, Multiletramentos., letramentos críticos, pandemiaResumo
O presente artigo intenciona discutir as possibilidades pedagógicas, das paredes às redes, no ensino e aprendizagem de línguas as quais se fortaleceram diante da emergência educacional suscitada pela cultura digital no contexto pandêmico. A produção surgiu da inquietação referente a práticas docentes que têm se referenciado por ações evolutivas, do ponto de vista da formação e da atuação docente, que entendem e trabalham a língua contemplando a multiplicidade das linguagens nas diversas identidades culturais, ideológicas e de poder, o que oportuniza interações didáticas criativas, críticas, com funcionalidade social e, portanto, fomentam e valorizam o protagonismo estudantil. Para tanto, tem-se como alicerces teóricos, em especial, as discussões sobre Multiletramentos e Letramentos Críticos (CAZDEN et all, 1996; STREET, 1984 e 2010) e acerca da autoetnografia e de etnografia (GEERTZ, 1981; SILVA e SILVA, 2016 e VERSIANI, 2002). E será feita uma ilustração, auto e etnográfica, de vivências de uma docente de Língua Portuguesa da Educação Básica Baiana que, em suas itinerâncias profissionais e acadêmicas, tem ampliado e qualificado saberes e fazeres docentes consoantes aos Multiletamentos e aos Letramentos Críticos o que impulsiona práticas de ensino e aprendizagem de línguas mais significativas, também no desafiador contexto pandêmico. A trajetória da professora evidencia que, na movência progressiva e contínua da profissionalidade docente, redes conectam os sujeitos, dão vasão às subjetividades construídas ao mesmo tempo em que as linguagens são ensinadas e aprendidas. Destarte, na transcendências das paredes às redes, sujeitos e língua se fundem num processo em que a prática pedagógica não pode traçar limites rígidos entre um e outro, mas oportunizar a formação integral do cidadão.
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