CONSTRUÇÕES IDENTITÁRIAS NO SERTÃO SANFRANCISCANO

Autores

  • Breno Trindade da Silva Universidade Federal de MInas Gerais

Palavras-chave:

povos tradicionais, Médio São Francisco, territórios tradicionais, processos históricos

Resumo

Ao longo das últimas décadas diferentes agrupamentos sociais do Norte de Minas Gerais vêm se organizando politicamente, reivindicando o pertencimento à sistemas identários próprios. Tratam-se de grupos indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, caatingueiros, apanhadores de flores sempre vivas, vacarianos e veredeiros que, apesar de manifestarem diferentes estruturas culturais, coadunam suas lutas em alianças que visam um objetivo comum, o direito aos territórios tradicionais historicamente ocupados. A partir de categorias e apontamentos dos povos veredeiros, procurei apresentar quatro diferentes perspectivas que devem ser percebidas como fundamentais para se compreender o presente etnográfico experienciado junto às comunidades tradicionais do Norte de Minas Gerais. Trata-se dos processos históricos que moldaram a estrutura fundiária do Brasil rural e que influíram diretamente nos sistemas de organização territorial da região; da cultura institucionalizada pelos currais da Bahia e de Pernambuco, que consolidaram uma forma própria de relação entre humano, gado e ambiente; das particularidades da região sanfranciscana, como atributo político e identitário desses povos, e, por último, da memória indígena que, apesar de fluída, converteu-se como referência junto aos grupos tradicionais da região.

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Publicado

31-07-2024

Como Citar

da Silva, B. T. (2024). CONSTRUÇÕES IDENTITÁRIAS NO SERTÃO SANFRANCISCANO. Baraúnas: Revista De História, 2(3), 32–59. Recuperado de https://periodicos.uefs.br/index.php/baraunas/article/view/10488