Por uma narrativa do reencantamento: A poética do não esquecimento de Ailton Krenak e Daniel Munduruku

Autores

  • Celeste Maria Pacheco de Andrade Universidade do Estado da Bahia - UNEB
  • Ana Cláudia Pacheco de Andrade UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB

DOI:

https://doi.org/10.13102/lm.v12i2.7743

Resumo

Compreender o texto narrativo como parte de um conjunto de expressão artística que integra o repertório cultural humano permite reconhecer a sua potência de ressignificação, o que implica no registro de diversos olhares sobre o mundo em que nos situamos. Levando em consideração o desdobramento dessas visões, é pertinente o entendimento da narrativa como possibilidade de marcar a presença de uma humanidade no planeta, visto que ela se inscreve na necessidade universal do homem em organizar sua experiência de vida e dar sentido à própria história, através da oralidade, da escrita ou das imagens. Nesse sentido, o presente estudo discute a narrativa de autoria indígena como oportunidade de se reconsiderar a experiência de estar vivo, imbrincada em uma identidade terrena, incluindo aí uma poeticidade. Com base na perspectiva da Nova História Indígena, que se ocupa de conhecimentos e percepções de sujeitos e povos indígenas em suas historicidades, isto é, refere-se a formas indígenas de pensar, agir e ser com base em suas vivências culturais específicas e sua presença em nossa sociedade, o texto ocupa-se de dois pensadores indígenas da atualidade: Ailton Krenak em Ideias para adiar o fim do mundo (2019) e Daniel Munduruku em Mundurukando (2010). Acreditamos, ao escolher os referidos autores, que ambos oferecem um acesso a determinadas redes de conhecimentos dos povos originários, de forma a evidenciar a construção de uma outra lógica, especialmente pertinente para pensar a narrativa como possibilidade de reencantamento do mundo e com o mundo.

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Biografia do Autor

Celeste Maria Pacheco de Andrade, Universidade do Estado da Bahia - UNEB

Doutorado em História: História Social (Pontifícia Universidade de São Paulo); Mestrado em Ciências Sociais (Universidade  Federal da Bahia); Licentiatura e Bacharelado em História (Universidade  Federal da Bahia); Bacharelado em Direito (Universidade Católica do Salvador); Membro do Corpo Docente Permanente do Programa de Pós-graduação Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação (GESTEC/UNEB) e do Programa de Pós-Graduação em História: História, Cultura e Práticas Sociais (PPGH/UNEB). Avaliador institucional e de Curso de Graduação através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC).

Ana Cláudia Pacheco de Andrade, UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB

Possui Mestrado em Letras: Literatura e Diversidade Cultural, Programa de Pós Graduação em Literatura e Diversidade Cultural, Universidade Estadual de Feira de Santana (2004), Especialização em Filosofia Contemporânea pela Universidade Estadual de Santa Cruz (1998), Graduação em Licenciatura em Filosofia, Universidade Federal da Bahia (1993). Professora Assistente da Universidade do Estado da Bahia. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: ética, direitos humanos, literatura, literatura de povos indígenas e literatura periférica. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa "Políticas públicas e gestão escolar: aspectos socioculturais e contemporaneidade", cadastrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq, certificado pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB. Vice-líder do Projeto de Pesquisa interdepartamental "Construindo a nação no século XX: representações dos romancistas brasileiros" (UNEB).

 

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Publicado

2022-03-02

Como Citar

Pacheco de Andrade, C. M., & Pacheco de Andrade, A. C. (2022). Por uma narrativa do reencantamento: A poética do não esquecimento de Ailton Krenak e Daniel Munduruku. Revista Légua E Meia, 12(2), 64–83. https://doi.org/10.13102/lm.v12i2.7743