CONTINGÊNCIA E CIÊNCIA DIVINA NO COMENTÁRIO DE MARCOS JORGE A PERI HERMENIAS I, 9
DOI:
https://doi.org/10.13102/ideac.v1i50.11433Resumo
Resumo: Neste paper analisamos o comentário do jesuíta Marcos Jorge ao texto de Aristóteles Da Interpretação, I, 9 e mostramos que, para resolver as aporias aí levantadas pelo estagirita, ele adotou a definição escotista de contingência. Com base nesta definição, e ao analisar a questão «Se existe a contingência», este jesuíta pretende defender uma posição compatibilista face à relação entre a existência da presciência divina e a contingência dos agentes livres. Para o fazer, recorre aos argumentos de Tomás na Suma de Teologia I, q. 14, a.3. Porém, por causa da definição de contingência que adotou, na sua explicação fica evidente que estes argumentos são desadequados para defender o compatibilismo. Esta conclusão sugere que, à época, se tornava evidente o imperativo de encontrar novas ferramentas conceptuais para explicar de que modo Deus conhece a contingência.
Palavras chave: futuros contingentes; presciência divina; liberdade humana; ciência divina da contingência.
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