CONSIDERAÇÕES SOBRE NORMATIVIDADE E ESCOLHA DE SENTIDO EM SARTRE
DOI:
https://doi.org/10.13102/ideac.v0i0.3013Abstract
A realidade humana é apresentada por Sartre como liberdade e indeterminação, o que implica dizer que não podemos contar com definições ou determinações a priori, mas que, na medida em que existimos, devemos nos fazer. Tomando como ponto de partida essa concepção da condição humana de liberdade, questionamos como é possível a essa existência livre movimentar-se em um mundo repleto de regras e orientações. Assim, nesta comunicação, nos propomos tomar como base o pensamento sartreano para refletir sobre o
modo como nos relacionamos com valores e demais referências de teor normativo. Sartre afirma que nenhum imperativo, regra ou moral pode determinar de modo causal nossas ações e, dessa forma, cabe a nós sermos legisladores de nós mesmos. Buscaremos apresentar o modo como isso se dá.
Em tempos como o nosso, em que voltam a ganhar força e espaço movimentos e discursos moralizantes e normatizadores, que visam fixar valores, normas e verdades universais e absolutas, torna-se relevante a retomada de pensadores que, como Sartre, buscaram afirmar e resgatar nossa condição de liberdade e o caráter de agente da nossa própria história – tanto coletiva, quanto individual.