A FUNÇÃO DO ESTILO EM DELEUZE E GUATTARI
DOI :
https://doi.org/10.13102/ideac.v1i50.10195Résumé
Este artigo tem por objetivo apresentar a hipótese de que a experimentação de estilo na obra conjunta de Deleuze e Guattari, notadamente em Mil Platôs e em trechos de O Anti Édipo, visa impulsionar o pensamento a dinâmicas inusuais. Pela sinergia entre conceitos, afectos e perceptos, os autores integram os códigos da razão a fluxos sensíveis. Apresentam assim uma abordagem mais integral do pensamento, não limitada à recognição e desvencilhada da imagem dogmática do pensamento. Desde um paradigma ético estético Deleuze e Guattari extrapolam enquadramentos ideológicos que restringem o pensamento ao racionalismo. Apresentam cadeias heteróclitas por sintaxes incomuns para torcer a língua e tornar sensível a dinâmica dos devires. Em um fluxo rizomático, através de entinemas, buscam abordar o indiscernível. Instaurando um modo de leitura pela intensidade, conduzem o pensamento a se aventurar por domínios alheios à razão. Mais do que usar recursos de linguagens, trata-se propriamente de promover o experimentalismo no próprio pensamento.
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