HABITAR O MUNDO: A EXISTÊNCIA COMO CRIAÇÃO NA ÉPOCA DA TÉCNICA
DOI:
https://doi.org/10.13102/ideac.v1i38.4291Resumo
Segundo Heidegger o homem habita o mundo no modo da criação. Sua existência criativa é uma disposição a partir da qual sua relação com o mundo e com os outros homens ganha significado. No entanto, quando este é definido a partir da estrutura das novas tecnologias possibilitadas pela técnica moderna coloca-se no mundo a partir de um “fazer-explorador”. Nesse sentido submete toda a sua criação à lógica própria da técnica, qual seja, a encomenda, a antecipação, o cálculo, o rigor, a exploração que visa o acúmulo e o lucro. Nesta relação o mundo é significado como disponível e o homem como o sujeito que determina o modo como essa relação acontece. Notadamente essa relação é, segundo Heidegger, de fundo cartesiano, moderna e corresponde à época do esquecimento do ser.Downloads
Não há dados estatísticos.
Referências
HEIDEGGER, Martin. Ensaios e Conferências. Petrópolis: Vozes, 2002.
_______. Parmênides. Petrópolis: Vozes, 2008.
_______. Ser e Tempo. Petrópolis: Vozes, 2008.
_______. Conferências e Escritos Filosóficos. São Paulo: Abril Cultural,1973.
RILKE, Rainer Maria. Os Sonetos a Orfeu e Elegias de Duíno. Tradução de Karlos Reschebieter com Paulo Garfunkel. Rio de Janeiro: Record, 2002.
ZARADER, Marlene. Heidegger e as palavras de origem. Lisboa: Instituto Piaget, 1990.
HAAR, Michel. Heidegger e a essência do homem. Lisboa: Instituto Piaget, 1990.