ALÉM DO MODERNO, OU A OPACIDADE DO CONTEMPORÂNEO
DOI :
https://doi.org/10.13102/ideac.v1i52.12376Mots-clés :
Moderno; Contemporâneo; Arte; Opacidade; EducaçãoRésumé
Dentre as principais questões teóricas abordadas por Celso Favaretto em sua filosofia, merece destaque a sua peculiar e fértil reflexão sobre o moderno e o contemporâneo no pensamento e nas práticas artísticas. Esse tema vem sendo desenvolvido com especial afinco pelo autor no decurso da última década, reverberando em palestras e artigos, no projeto de pesquisa “Filosofia, Arte e Educação: Questões Contemporâneas” (USP), e no livro Ainda a Arte Contemporânea (2023). De acordo com Favaretto, o contemporâneo não deve ser pensado em matéria de crise ou superação do moderno, mas como uma tentativa de dar conta do intempestivo – do que é opaco – na persistência do moderno e suas transformações em novas condições históricas e culturais. Nesta entrevista, realizada após a conferência “Arte Contemporânea – Opacidade e Indeterminação”, para o I Seminário de Estética e Crítica de Arte do Departamento de Filosofia da FFLCH-USP, o pensador brasileiro reflete sobre o tema de sua investigação, a importância de artistas como Hélio Oiticica, as neovanguardas e a questão da alteridade para lidarmos com o contemporâneo, e sobre a relação entre a educação e a estética filosófica em seu pensamento.