ARTE E (DES)FORMAÇÃO HUMANA NO PENSAMENTO DE MARTIN HEIDEGGER
DOI :
https://doi.org/10.13102/ideac.v1i38.4295Résumé
Neste artigo discutimos a relação que se estabelece entre o fenômeno da Arte, vista desde suas origens, e a Formação humana a partir do pensamento de Martin Heidegger. Ao tratar a questão da Arte, o filósofo esclarece que toda sua discussão sobre Arte está inteiramente voltada para a questão central do seu pensamento, qual seja, a questão do sentido do Ser. Sendo assim, a discussão sobre a Arte se faz desde o horizonte ontológico e neste o sentido fundamental da Arte é que ela se mostra como uma origem, um âmbito originário que torna possível a instalação de um mundo, um novo mundo que torna possível a habitação humana na Terra. Sendo assim, a questão da Formação humana, também vista desde esse horizonte ontológico, indica que, o que a Arte propicia é muito mais uma des-formação do ser humano, no sentido de que a Arte retira o homem do modo comum de compreender e valorar para entrar na verdade da obra. Desta forma, propicia um novo modo de pertencimento do homem ao mundo, a uma trama de sentidos e significados que sem a Arte nem sequer existiriam e que não voltarão a ser depois. Sendo assim, a Arte retira do modo comum, do ordinário, fazendo ver o extraordinário, tira do habitual para um novo modo de estar no mundo. Portanto, não se trata de uma Formação para o Belo, a Formação ou melhor a des-formação que a Arte propicia é muito mais a de uma trans-Formação nos modos de ser do homem no mundo. Algo que possibilita a criação de novos horizontes de sentido.Téléchargements
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Références
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Publiée
2018-11-30
Numéro
Rubrique
Dossiê