A recusa da razão como fundamento da moral na filosofia de Schopenhauer

Auteurs

  • José Clerison Santos Alves INSTITUTO FEDERAL BAIANO

DOI :

https://doi.org/10.13102/ideac.v1i40.4420

Résumé

Neste artigo, mostraremos que, na filosofia de Schopenhauer, não é possível fundamentar a moral a partir da faculdade de razão. Pois a razão, em seu sistema, possui apenas uma função lógica, em outras palavras, ela não tem nada a ver com a moralidade. Nesta medida, apresentaremos a crítica de Schopenhauer ao formalismo da moral kantiana. O filósofo recusa a distinção kantiana entre razão prática e razão teórica, pois, na sua visão, a razão não é uma faculdade do incondicionado, ou seja, ela não pode emitir leis puras para conduzir as ações humanas.  Na concepção de Schopenhauer, o imperativo categórico não tem poder para fundamentar a moral, pois este, no seu entender, se apoia em meros conceitos abstratos e vazios de conteúdo. À diferença de Kant, o filósofo sustenta que a moral precisa ter uma base empírica.

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Biographie de l'auteur

José Clerison Santos Alves, INSTITUTO FEDERAL BAIANO

Possui graduação em Filosofia Bacharelado pela Universidade Católica do Salvador (2005), graduação em Teologia Bacharelado pela Universidade Católica do Salvador (2009) e mestrado em Filosofia pela Universidade Federal da Bahia (2011). Atualmente é professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Epistemologia, atuando principalmente nos seguintes temas: vontade, intelecto, razão, intuição e conceitos.

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Publiée

2019-12-31

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