HANNAH ARENDT E A DIMENSÃO POLÍTICA DA AUSÊNCIA DE PENSAMENTO: CONSIDERAÇÕES A PARTIR DO CASO EICHMANN

Auteurs

  • Aline Matos da Rocha Universidade de Brasília (UnB). Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Metafísica.

DOI :

https://doi.org/10.13102/ideac.v1i42.5287

Résumé

Este artigo parte de uma leitura da obra “Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal”, de Hannah Arendt, buscando compreender a relação que se estabelece entre ausência de pensamento e a sua consequente dimensão política, entendida desde a relação (responsável) do indivíduo com o mundo (com)partilhado com uma comunidade plural. Através da companhia de Arendt, analisaremos a hipótese de que se Eichmann tivesse estabelecido outra relação com o pensamento, o mal existiria (o Nazismo era um fato), porém ele seria uma das pessoas que diriam não, ou conseguiriam se questionar: qual a dimensão política da minha adesão ao Regime do Terceiro Reich? Quem cultiva a atividade de pensar se impõe limites e estabelece empatia com o mundo plural, no qual somos sempre responsáveis. 

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Biographie de l'auteur

Aline Matos da Rocha, Universidade de Brasília (UnB). Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Metafísica.

Graduada em filosofia pela Universidade de Brasília (UnB). Mestrado em filosofia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Metafísica da Universidade de Brasília (PPGμ/UnB), na área de ontologias contemporâneas. 

Références

ANDRADE, M. Educar para o pensamento: uma reflexão a partir de Hannah Arendt. Perspectiva. Florianópolis, v. 17, p. 83-97, 1999.

ARENDT, Hannah. A vida do espírito: o pensar, o querer, o julgar. Tradução de Cesar Augusto; Antônio Abranches; Helena Franco. 2ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010a.

____. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

____. Origens do totalitarismo. Tradução de Roberto Raposo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

____. Responsabilidade e julgamento. Tradução de Rosaura Einchenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

____. Sobre Hannah Arendt. In: Revista Inquietude. Tradução de Adriano Correia. Goiânia: v. 1; n. 2, p. 122-163. 2º semestre, 2010b.

CORREIA, Adriano. Arendt e Kant: banalidade do mal e mal radical. Argumentos: Revista de Filosofia, v. 5, n. 9, p. 63-78, jan-jun, 2013.

FOUCAULT. Michel. Ariadne enforcou-se. In: Ditos & Escritos II: Arqueologia das ciências e história dos sistemas de pensamento. Organização e seleção de textos de Manoel Barros da Mota. Tradução Elisa Monteiro. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000, p. 141-144.

____. É importante pensar? (conversa com D. Éribon). In Ditos & Escritos VI: Repensar a Política. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010.

____. O filósofo mascarado. Le Philosophe Masqué (entrevista de C. Delacampagne) in Le Monde, nº 10945, de 06 de abril de 1980: “Le Monde-Dimanche”, p. I e XVII. Tradução de wanderson flor do nascimento, p. 01-07. Disponível em: Espaço Michel Foucault <http://michel-foucault.weebly.com>. Acesso em: 07 de abr. de 2020.

NIETZSCHE, Friedrich. Além do bem e do mal: prelúdio a uma filosofia do futuro. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

REGIANI, Álvaro Ribeiro. O pensamento sem corrimões: a crise da tradição e a teoria política de Hannah Arendt. Dissertação (Mestrado em História). Programa de Pós-Graduação em História. Brasília: Universidade de Brasília, 2018.

TORRES, A. P. R. O sentido da política em Hannah Arendt. Trans/Form/Ação, v. 30, p. 235-246, 2007.

VICENTE, J. J. N. B. O filósofo da pluralidade: Sócrates sob a óptica de Arendt. Theoria: Revista Eletrônica de Filosofia. Pouso Alegre, v. IV, n. 11, p. 91-101, 2012.

ZAMBRANO, María. A metáfora do coração e outros escritos. Tradução de José Bento. 2. ed. Lisboa: Assírio e Alvim, 2000.

Téléchargements

Publiée

2020-12-17

Numéro

Rubrique

Artigos