REDE DE SENTIDOS E ANTAGONISMO: RECONSTRUINDO OS FIOS
DOI:
https://doi.org/10.13102/ideac.v0i0.6137Resumo
RESUMO: Este artigo visa retomar e aprofundar os conceitos de rede de sentidos e antagonismo, desenvolvidos a partir de 2015 e desde então aprofundados ao longo de artigos, comunicações, discussões e diálogos com a realidade. O conceito de rede de sentidos foi pensado como “certa constituição abrangente do sujeito, certa ambiência prévia, basilar para uma série de operações parciais, como a ação cotidiana, a atribuição de significado de uma palavra ou de um enunciado, a compreensão de práticas sociais em geral, enfim, para os diversos processos de atribuição de sentido”, noção ao mesmo tempo prática e dependente da “promessa de identidade” decorrente do signo linguístico. O antagonismo, por sua vez, se dá pela tensão da relação entre redes de sentidos diferentes, com desdobramentos decorrentes das negociações que essas tensões provocam. A partir dessas noções, é possível pensar, por exemplo, os sujeitos da América Latina, utilizando-se do conceito de colonialidade de Aníbal Quijano; e mencionar um diálogo, em pleno andamento, com a ontologia do ser social de Marx e Lukács.
PALAVRAS-CHAVE: rede de sentidos; antagonismo; colonialidade; ontologia do ser social.
ABSTRACT: This article aims to resume and deepen the concepts of network of sense and antagonism, developed since 2015 and since then deepened throughout articles, communications, discussions and dialogues with reality. The concept of network of sense was thought of as “a certain comprehensive constitution of the subject, a certain previous ambience, essential for a series of partial operations, such as daily action, the attribution of meaning of a word or statement, the understanding of social practices in general, in short, for the different processes of attribution of sense”, a notion that is both practical and dependent on the “promise of identity” arising from the linguistic sign. The antagonism, in turn, is due to the tension in the relationship between different networks of sense, with consequences resulting from the negotiations that these tensions provoke. From these notions, it is possible to think, for example, the subjects of Latin America, using the concept of coloniality by Aníbal Quijano; and mention a dialogue, in full swing, with ontology of social being from Marx and Lukács.
KEYWORDS: network of sense, antagonism, coloniality, ontology of social being.Downloads
Referências
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