Análise do levantamento entomológico, em Sergipe, no primeiro semestre de 2024: tipos de criadouros e a distribuição de Aedes aegypti e Aedes albopictus
DOI :
https://doi.org/10.13102/rscdauefs.v14i4.11494Mots-clés :
Controle de Vetores de Doenças, Infecções por Arbovirus, Vigilância Sanitária AmbientalRésumé
Os mosquitos do gênero Aedes são vetores primários de arboviroses como dengue, Zika e chikungunya, sendo Aedes aegypti a principal espécie transmissora no Brasil. Este estudo analisou os índices de infestação e tipos de criadouros no estado de Sergipe, no primeiro semestre 2024, utilizando dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa/LIA) e de ovitrampas. Os resultados mostraram um aumento no Índice de Infestação Predial (IIP) médio estadual de 1,6%, no início do ano, para 2,1%, no terceiro ciclo, indicando estado de alerta. Dez municípios foram classificados como de alto risco no terceiro bimestre, com destaque para Simão Dias, Itabaiana e Nossa Senhora da Glória, que apresentaram altos índices ao longo de todo o período. A análise revelou a predominância de criadouros classificados como A2 (depósitos ao nível do solo, como tambores e caixas d’água), representando cerca de 70% do total no segundo bimestre, o mais crítico em termos de quantidade de criadouros. Além disso, foi constatada a subnotificação ou não execução do LIRAa em alguns municípios durante o primeiro ciclo, o que pode comprometer a eficácia das estratégias de controle. Esses dados evidenciam a importância da vigilância entomológica para direcionar ações de controle, como na eliminação mecânica de criadouros e uso de inseticidas, reforçando a necessidade de intensificar esforços em municípios com índices elevados para reduzir os riscos de surtos de arboviroses.
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